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Atualizado 23/02/2008
 
 
 
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Crescimento vertical em Lauro de Freitas 
 

             

 

Casas com no máximo dois pavimentos para passar o final de semana ou o verão, curtindo a pra-ia e a tranqüilidade, já não dominam mais o cenário de Lauro de Freitas. De alguns anos para cá, a população e os investimentos no município cresceram, e a cidade, cuja maioria dos imóveis era casas, vem atraindo cada vez mais empreendimentos imobiliários verticais.
De acordo com a Secretaria de Planejamento, Saneamento, Meio Ambiente e Turismo de Lauro de Freitas (Seplantur), nos últimos dois anos seis novos condomínios verticais foram construídos no município e no momento estão sendo erguidos mais dez com previsão de entrega até 2010.
Com uma população abaixo de 10% do número de habitantes da capital baiana, Lauro de Freitas possui uma média de 2.300 novos apartamentos por ano, enquanto Salvador registrou seis mil novos imóveis no ano passado. De 2007 a 2010 estima-se que o município receba aproximadamente sete mil novas unidades.
Segundo Walter Barreto Júnior, presidente da Ademi (Associação das Empresas do Mercado Imobiliário), a verticalização de Lauro de Freitas é resultado do crescimento do mercado imobiliário baiano e do fato da cidade possuir uma localização privilegiada, sendo um dos vetores de crescimento de Salvador. Para ele, a verticalização oferece aos moradores mais qualidade de vida e a opção de escolher entre morar em apartamento ou uma casa. “Antes, quem trabalhava no Pólo, por exemplo, e queria morar em apartamento, era obrigado a morar em Salvador. A verticalização permite que a população escolha se quer morar em casa ou em apartamento, além de oferecer aos habitantes de Lauro de Freitas empreendimentos de qualidade”, afirmou.
O corretor de imóveis da Expansão Imobiliária, Advaldo Ramos, comemora os investimentos trazidos pela cidade através da verticalização. “Lauro de Freitas recebeu os empreendimentos verticais de braços abertos. E não poderia ser diferente, pois eles trouxeram investimentos para o município e melhores condições de moradia”, disse.
Não se pode afirmar que esse crescimento imobiliário tenha significativa contribuição para a diminuição do déficit habitacional, já que a maioria das construções está voltada para as classes média e alta, enquanto o déficit habitacional concentra-se na população de baixa renda.
Atualmente a Bahia ocupa o quarto lugar no ranking nacional de déficit habitacional, com a carência de 600 mil moradias, destas 250 mil concentram-se em Salvador e Região Metropolitana. De acordo com dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em 2003 o déficit habitacional de Lauro de Freitas era de 32%.
O acesso da população das classes média e baixa à casa própria tem se tornado possível através de alguns programas habitacionais e planos de pagamento, que permitem a quitação dos imóveis em até 180 meses, a exemplo do PAR (Programa de Arrendamento Residencial) que entregou, no início deste ano, 340 apartamentos na região do Cají, com mensalidades abaixo de R$ 300,00.
Para Denise Marques, coordenadora do Departamento de Gestão Urbana do Município, o crescimento imobiliário significa geração de empregos, atração de novos investimentos, aquecimento da economia e crescimento da população. “Hoje Lauro de Freitas deixa de ser apenas uma cidade de veraneio para se tornar uma alternativa de moradia para quem procura uma melhor qualidade de vida.”, afirmou.
Em contrapartida, esse crescimento exige do município planejamento, estudos e projetos a fim de amenizar os impactos por ele trazidos, tornando necessária a melhoria do saneamento básico, da educação, da segurança, da infra-estrutura viária e uma intervenção pública mais eficaz no trânsito.
O vereador Márcio Araponga defende que a verticalização de Lauro de Freitas trará grandes impactos para a cidade. “Eu não sou contra a verticalização. O que eu não concordo é que as obras sejam liberadas da forma que vem sendo, sem que haja intervenções no trânsito, no sistema de esgotos e sem avaliar os impactos ambientais”, disse.
Walter Barreto Júnior defende que os empreendimentos que estão sendo construídos em Lauro de Freitas possuem licença ambiental e que os problemas no trânsito são conseqüências do aumento das vendas de automóveis pelas indústrias automobilísticas. “Apartamentos não provocam congestionamentos no trânsito. O que causa engarrafamentos são os carros, portanto, os problemas gerados no trânsito são originados pelo aumento das vendas de automóveis. Cabe ao poder público intervir, melhorando o sistema viário e o transporte coletivo”, disse.
De acordo com Denise Marques, várias ações vêm sendo realizadas no município para que possa minimizar os efeitos deste crescimento, tais como a realização de obras de saneamento básico, requalificação da malha viária, além da reestruturação do sistema viário. “Estamos elaborando vários estudos e projetos de reestruturação do sistema viário do município, inclusive de requalificação da Estrada do Coco”, disse.
O projeto de lei do Plano Diretor de Desenvolvimento Municipal (PDDM) de Lauro de Freitas divide a cidade em zonas com parâmetros diferenciados, cujos principais objetivos são evitar que algumas regiões tornem-se muito povoadas e incentivar a ocupação em áreas com menor densidade demográfica. No momento, o PDDM aguarda aprovação da Câmara dos Vereadores. Enquanto isso dois decretos tratam da verticalização no município, a fim de evitar que algumas localidades tenham crescimento populacional descontrolado. Para isso, as construções são limitadas em dez pavimentos e a ocupação em 33% da área do terreno.
A liberação de alvarás de construção de condomínios verticais é feita após a avaliação dos impactos na vizinhança, da proximidade de cursos hídricos, do gerenciamento dos resíduos, das dimensões mínimas dos cômodos, das interferências no sistema viário, entre outras. Além disso, todas as liberações passam pela avaliação do Departamento de Saneamento Ambiental (DAS).
A maioria das edificações concentra-se nos bairros de Buraquinho, Cají, Pitangueiras e no Loteamento Jardim Aeroporto. Os imóveis custam de R$ 70 a 240 mil.


  Diversidade de atividades econômicas é marcante em Lauro de Freitas

 Equilíbrio. Esta é a palavra mais adequada para definir a atividade econômica de Lauro de Freitas. Nem industrial, nem agrícola, nem limitada às atividades comerciais ou de prestação de serviços, a geração de emprego e renda no município é assegurada pela diversidade de atividades econômicas nele presentes.

 
 
 
 
 
 
 

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