Conjuntos habitacionais de
Lauro de Freitas oferecem precárias condições de moradia

Vinte sete metros quadrados é a área total
da casa que Dona Geni Maria de Jesus, 56 anos, vive com mais
cinco pessoas. Assim como ela, 239 famílias, que moram no
conjunto habitacional construído pelo programa Habitar
Brasil no bairro de Vila Nova de Portão, em Lauro de
Freitas, tentam acomodar até dez pessoas no pequeno espaço.
Com duas filhas e 12 netos, a ex-lavadeira, que sobrevive
graças à ajuda de amigos e parentes, tenta acomodar todos no
cubículo, com sala, quarto, cozinha e banheiro. Na sala,
onde dona Geni dorme, as velhas camas servem também como
sofás; no quarto, materiais de limpeza, cadeiras e um ferro
de passar disputa espaço com a única cama; embaixo desta,
alguns colchonetes dão a entender que, apesar do pouco
espaço, muitas pessoas dormem ali.
Além do pouco espaço, as casas foram entregues aos moradores
sem piso, energia elétrica, reboco e faltando a porta do
quarto. Do lado de fora das residências, o esgoto a céu
aberto e o mato atraem ratos e insetos, além de provocar mau
cheiro e doenças.
As casas do conjunto habitacional foram entregues em março
de 2006, durante uma visita do presidente Lula a Lauro de
Freitas, e fazem parte do programa Habitar Brasil do governo
federal. Contudo, isso não impediu que o projeto de moradia
popular fosse alvo de críticas, inclusive pelo presidente,
que durante uma reunião com ministros, em janeiro de 2007,
declarou ser uma vergonha o modelo de casas populares
construídas em Lauro de Freitas.
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