Acusado de estupro se diz
inocente e espera ser solto

Acusado de estuprar e de manter uma
adolescente em cárcere privado, Edilânio Bastos Nascimento,
26 anos, que trabalha numa locadora de veículos localizada
na rua Artur Diniz Veloso, em Jacobina, se diz inocente,
cobra justiça e espera ser libertado da prisão. Os
familiares de T.J.S., 15 anos, afirmam que Nascimento teria
estuprado a adolescente e mantido em cárcere privado. Eles
contam que a garota havia saído de casa no dia 23 de maio
deste ano, por volta do meio-dia, para se encontrar com a
mãe num ponto de ônibus, em frente à Residência do Derba, e
desapareceu.
Ainda segundo os familiares, a partir de então foram feitas
buscas na tentativa de localizar a adolescente. "Tomamos
conhecimento de que Edilânio havia dado uma carona para
minha neta e que havia levado para a locadora", disse a avó
Maria Luiza de Jesus, 63 anos. Segundo ela, ao chegar ao
local, os familiares encontraram T.J.S. num compartimento
escuro, sentada, com a blusa rasgada e transtornada,
gritando: "Vou me matar!, vou me matar!"
A avó disse que precisou de quatro pessoas para mobilizar a
adolescente e levá-la ao Hospital Regional Vicentina
Goulart, com vários hematomas pelo corpo. "No dia seguinte,
ela se queixou de fortes dores no corpo", disse Maria Luíza.
Segundo a delegada titular de Jacobina, Patrícia Brito,
responsável pelo inquérito que apura o caso, o laudo do
exame de estupro deu negativo "e no decorrer das
investigações não encontramos qualquer indício que
caracterizasse o sequestro ou cárcere privado", afirmou.
Versão do acusado - Edilânio conta que no dia 23 de maio,
uma sexta-feira, estava com seu familiares sentado à porta
de sua casa, quando por volta das 14h30 apareceu T.J.S. com
um maço de cigarro, se queixando de que sua mãe havia lhe
espancado e a colocado para fora de casa e que queria uma
dormida. "Eu disse para ela que minha casa era pequena e não
tinha como abrigá-la, mas que ela podia passar a noite na
locadora, que estava em reforma. Ela saiu e não disse nem
que sim nem que não. No domingo, dia 24, por volta das 14
horas, um cliente me ligou do antigo posto de Dilton dizendo
de que estava acontecendo uma 'baixaria' na porta da
locadora, quando eu desci, estava lá a mãe dela, a tia e um
irmão espancando a garota no meio da rua. Eu tenho
testemunhas", afirmou.
Edilânio afirmou ainda que tem testemunhas que viram a
garota entrando e saindo da locadora e que no sábado, dia
24, ela foi vista com o namorado e "não comigo, como alegou
a mãe". Segundo ele, a mãe de T.J.S. recebeu três intimações
para comparecer com a adolescente na delegacia para fazer a
acareação e não compareceu. "Sou casado, minha mulher está
grávida e tenho dois filhos para criar. Minha família está
passando necessidade, enquanto estou pagando por um crime
que não cometi. Eu tenho testemunhas e posso provar minha
inocência", desabafou.
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