Justiça Aberta revela os
números do Judiciário

A partir do Sistema Justiça Aberta,
qualquer cidadão terá acesso aos dados estatísticos do
Judiciário e poderá conhecer os números da Justiça
Brasileira. O Sistema foi lançado nessa terça-feira, dia 24,
pelo presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ),
ministro Gilmar Mendes.
Além de melhorar o desempenho da Justiça, o Sis-tema Justiça
Aberta possibilitará que o trabalho do Judiciário seja
acompanhado de perto pela sociedade. Os números vão revelar
dados da atividade dos magistrados e permitirá que se saiba,
com maior precisão, a média de tempo de julgamento de cada
um dos tribunais do país, da-do que até então não existia.
O Sistema disponibilizará informações de três diferentes
áreas: judicial, extrajudicial e população carcerária. Com
um simples click, no endereço www.cnj.gov.br, a pessoa terá
informações detalhadas de uma Vara. Por exemplo, o número de
audiências realizadas, quantidade de processos arquivados e
concluídos, número de funcionários, informações geográficas
como a localização da Vara, com endereço, telefone e
endereço eletrônico, além de dados do titular.
Cartórios - Esse mesmo tipo de informação relacionada a
12.152 cartórios também estará disponível. Estes já enviaram
dados à Corregedoria Nacional do CNJ, responsável pelo
Sistema, que até agora já cadastrou 13.577 cartórios. Do
total, 89,57% já enviaram informações. O mesmo poderá ser
feito com os 6.201 órgãos dos Tribunais de Justiça que
enviaram dados, dos 9.047 cadastrados, correspondendo a
68,54% do total do Sistema.
O juiz auxiliar da Corregedoria, Murilo Kieling, acredita
que em uma semana, os dados já deverão estar concluídos. A
exceção será o levantamento da população carcerária, cujos
números serão constantemente atualizados com informações
repassadas pelos juízes que, mensalmente visitarão as
unidades prisionais, conforme determina Resolução 47 do CNJ.
Até o momento, 762 unidades prisionais foram inspecionadas
no país.
O presidente do CNJ, Gilmar Mendes disse que o Sistema
Justiça Aberta faz parte de uma nova etapa do Judiciário e
vai possibilitar um diagnóstico para detectar falhas e
aperfeiçoar a Justiça. “Não se trata de um ranking de
produtividade das atividades dos juízes, que são peculiares,
mas uma análise segura das demandas existentes”.
Para o Corregedor Nacional de Justiça, ministro César Asfor
Rocha, com os dados disponibilizados pelo Justiça Aberta, o
CNJ poderá traçar diretrizes estratégicas “que possam
racionalizar o desempenho do Poder Judiciário Brasileiro”.
Segundo ele, a morosidade da Justiça, tão reclamada pelos
cidadãos, está na gestão e não no trabalho específico dos
juízes. “E sem dados concretos é impossível vencer as
demandas judiciais”. O Sistema vai permitir uma avaliação
real sobre os verdadeiros motivos da celeridade ou demora do
julgamento. (Ascom)
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