Casa de Farinha
Comunitária abandonada em Camacari

Uma casa de farinha comunitária, que existe
há mais de 40 anos em Areias, município de Camaçari, esta
abandonada. Um projeto do Governo Federal foi implantado em
2002, para desenvolver um trabalho de valorização da
cidadania. Iniciado pelo artesão Edinaldo Araújo, que
produzia artesanato em cerâmica, realizando oficinas e aulas
para moradores do local, que desenvolviam desde simples
peças de arte, até grandes esculturas. Já existiu também o
Projeto Comunidade Produtiva (PMC), voltado para geração de
renda no Centro de Produção de artesanato em cerâmica, coco
e dendê. Esses trabalhos eram realizados no forno a lenha,
porém, o telhado foi destruído, deu defeito nos arcos
inferiores e as paredes racharam até caírem. Existia um
forno elétrico, que já faz mais de um ano que está queimado.
Dez mulheres que davam aula no programa federal recebiam
bolsa de R$ 125,00 por mês. Edinaldo ganhava R$ 520,00 pelos
serviços prestados como mestre. De acordo a artesã Maria de
Jesus esposa de de Edinaldo Araujo, essa ajuda do Governo
Federal, só chegou até março de 2002, “só na cerâmica tinha
cerca de trinta mulheres trabalhando”, disse Maria. O
Projeto Casinha de Barro, manteve cerca de 60 crianças
aprendendo pintura e artesanato em cerâmica, que também foi
extinto. Segundo a artesã, algumas pessoas da comunidade
boicotam a sua per-manência no local, “inventaram coisas
dizendo que nós estávamos vendendo as maquinas, só que a
Seas(Secretária de Assistência Social), retirou da casa de
farinha todos os aparelhos que alegaram que nós vendemos”,
salientou Maria.
Com o fim dos programas do Governo Federal , o local
continuou sendo utilizado por Edinaldo sua família, que
faziam as oficinas gratuitamente, onde chegaram atender 750
alunos de escolas publicas, patrocinados pelo Coletivo de
Educadores Ambientais. Policarpo da Silva Santana, 30 anos,
pedreiro, disse que alguns moradores reclamam falta de
segurança e emprego no local, além do saneamento básico para
conter a presença de ratos e muriçocas, “elogio eu não tenho
nenhum a dar, Maria estava trabalhando há uns seis anos.
Cortaram a raiz, isso é falta de confederação com as
pessoas”, concluiu Santana.
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