Defesa Civil discute
venda clandestina de fogos de artifícios

Com a aproximação dos festejos
juninos, o combate à comercialização e fabricação
clandestina de fogos de artifício foi discutido pela Defesa
Civil de Camaçari, na última segunda feira (26). O encontro
realizado na Cidade do Saber, reuniu também o Corpo de
Bombeiros, 12º Batalhão da Polícia Militar, Sesp (Secretaria
de Serviços Públicos), Seplan (Secretaria de Planejamento),
Secretaria de Meio Ambiente, Polícia Rodoviária Federal,
entidades civis, empresas particulares e membros da
comunidade.
Foram discutidos assuntos relacionados a formação de uma
parceira entre as entidades, para garantir segurança aos
moradores e conscientização sobre os riscos da venda
irregular dos fogos de artifícios.
O capitão André Luís Cunha, do 12º Batalhão, disse que atua
de maneira regular, com um ponto a mais de fiscalização na
parceria. “A colocação de menores para porte irregular não é
interessante, isso é situação infracional, não devemos expor
o menor a esse ato infracional”, disse.
A campanha educativa junto aos comerciantes locais começou
desde o final do mês de maio e segue até o término de junho,
quando se encerram os festejos de São Pedro. Vendedores e
distribuidores podem solicitar a fiscalização da Defesa
Civil através do número 199, que funciona 24 horas.
Além das entidades responsáveis, serão chamados também os
vendedores para um encontro sobre como averiguar a origem
dos fogos e avaliação da segurança no local.
Todo trabalho realizado no município obedece às
determinações do Decreto Estadual 6465/97, que regulamenta a
fabricação, o comércio e o uso de fogos de artifício e de
estampido. O coronel PM Vasconcelos, do Corpo de Bombeiros
de Camaçari, disse que pouco se discute sobre fogos na
corporação, e que a lei 6465/97 é o documento que
regulamenta o assunto de fogos na fabricação, estoque e
transporte. “O exercício da atividade de ordenamento e uso
do solo é de responsabilidade do município. A fabricação de
fogos pirotécnicos de artifício e a matéria-prima, o
Exército tem que acompanhar a venda e o Estado é responsável
pela fiscalização”, explicou coronel Vasconcelos.
O coordenador municipal da Defesa Civil, Ademar Lopes
lembrou que os comerciantes devem ter alguns cuidados
especiais, como não construir barracas com materiais de
fácil combustão, a exemplo de palha, madeira ou plástico;
manter distância de cinco metros entre dois pontos de venda;
usar extintor de incêndio; evitar estacionar moto ou
similares próximo de barracas; e não usar fogões ou aparelho
elétrico no estabelecimento.
Ele ainda diz que não será permitido o funcionamento de
qualquer estabelecimento em situação irregular. Segundo
Lopes, a campanha educativa está sendo intensificada no
Centro Comercial de Camaçari, onde há grande quantidade de
comerciantes e aglomeração de pessoas.
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