Protestos durante as
comemorações
de Corpus Christi em Jacobina

O primeiro semestre na cidade de Jacobina é
marcado pela religiosidade popular. Além de celebrar o
Divino Espírito Santo no último dia 11, São Benedito, no dia
12, os católicos voltaram à igreja Matriz e às ruas na
quinta-feira, dia 22, feriado nacional , para celebrar
Corpus Christi.
Com a celebração de duas missas na Matriz, às 7h e 9h, e às
16h na comunidade do Jenipapo, Jacobina vivenciou mais um
momento de fé. Às 5 horas, populares iniciaram a
ornamentação das ruas da cidade, onde o Corpo de Cristo ia
passar. Este ano a novidade nos tapetes foi o protesto da
população em relação ao preço do gás de cozinha (R$ 38,00).
Mensagem de protesto estava estampada no início da Rua
Professor Tavares. Ao lado o desenho de um botijão, feito
com tinta e serragem. A mensagem se referia a polêmica da
semana sobre o aumento abusivo no preço do gás.
Na missa solene das 10 horas, transmitida pela Rádio Clube
Rio do Ouro, frei Petrônio de Miranda, polêmico como sempre,
fez questão de fazer a ligação da festa de Corpus Christi,
com os diversos problemas sociais e políticos de Jacobina.
“A comunhão é o Sacramento de cura para os corações dos
políticos rancorosos, que usam da impressa jacobinense para
espalhar o ódio”, disse o frei.
Petrônio de Miranda se mostrou indignado com alguns
empresários. “Como pode um empresário nesta festa abusar dos
seus funcionários, forçando-os a trabalhar em nome da
produção e do enriquecimento? A vida do ser humano clama,
busca e tem sede de Deus, trabalhar no feriado de Corpos
Christi é uma afronta ao corpo de Deus”, disparou.
Logo a pós a missa, houve a procissão pelas ruas
ornamentadas com os tapetes, com alusões à Eucaristia,
mensagens de protestos e referências às festas religiosas de
Jacobina, tais como o Divino, São Benedito e Santo Antônio.
Nos tapetes, a pintura que mais chamou a atenção foi a Serra
do Cruzeiro retratada em estampas feitas pelos jovens do
Movimento Escalada.
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