Evento discute o uso de
matéria-prima renovável
A disponibilidade de matérias-primas e a
matriz energética como fatores estratégicos para a
competitividade atual e futura do Pólo Industrial de
Camaçari foi o tema do workshop que o Comitê de Fomento
Industrial de Camaçari (Cofic), em conjunto com a Secretaria
de Indústria, Comércio e Mineração (SICM), realizou
terça-feira (20), no Bahia Othon Palace Hotel. A utilização
de matérias-primas renováveis foi uma das questões muito
discutidas, uma vez que algumas empresas do complexo já
dispõem de projetos para utilização de etanol em seus
processos produtivos.
“É importante abordarmos as questões sobre integração de
correntes e modelos futuros para a matriz energética, itens
que depois de 30 anos precisam ser revisitados e pensados
para os próximos períodos", afirmou João Lins, coordenador
do Grupo de Trabalho do Cofic sobre Matérias-primas/Matriz
Energética.
Esse foi mais um debate da série de sete workshops sobre
temas estratégicos para o complexo que o Cofic vem
realizando junto com o Governo do Estado e as prefeituras de
Camaçari e Dias D´Ávila dentro das comemorações pelos 30
anos do Pólo.
Os resultados dos workshops servirão como subsídio para a
elaboração da Carta de Camaçari, a ser entregue ao
presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva e ao
governador Jacques Wagner, que se destacam entre as
autoridades convidadas para o Fórum Empresarial, previsto
para o dia 27 de junho, dentro da programação comemorativa
dos 30 anos do Pólo.
A maioria das empresas do Pólo Industrial de Camaçari,
especialmente as do segmento químico-petroquímico, utiliza
derivados de petróleo, principal-mente nafta como
matéria-prima. As indústrias do Pólo são respon-sáveis por
transformar derivados de petróleo em uma série de produtos,
que vão desde alimentos, medicamentos, fertilizantes,
detergentes biodegradáveis, plás-ticos em geral até
automóveis (pneus, painéis, revestimentos internos,
estofamentos, pára-choques) e construção civil (tintas,
corantes, tubos e conexões de pvc).
A perspectiva para o futuro inclui o uso de matérias-primas
renováveis, como o etanol (fabricado a partir de
cana-de-acúcar) nos processos produtivos, em lugar de
derivados de petróleo. Também está sendo pensado o potencial
do Pólo para atrair novas empresas, principalmente as que
atuam na ponta da cadeia produtiva fabricando bens finais,
cuja maioria ainda está sediada no sul do país.
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