Consumidores de Jacobina
protestam contra a Embasa

O fornecimento de água barrenta e de odor
desagradável por parte da Embasa, vem gerando uma grande
polêmica em Jacobina nos últimos dias. As linhas telefônicas
dos programas jornalísticos da Rádio Clube Rio do Ouro
ficaram congestionadas esta semana. São dezenas de
consumidores reclamando da péssima qualidade da água que
está sendo distribuída pela empresa para a cidade de
Jacobina. Indignados com a falta de manifestação dos
responsáveis pelo escritório local, dezenas de jacobinenses
realizaram na última quarta-feira(21) pela manhã, uma
passeata saindo do Largo 2 de Julho à Promotoria Pública.
Uma comissão formada por dirigentes de associações e de
sindicatos foi recebida pelo promotor Geraldo Agrelli Lôbo.
Os manifestantes entregaram ao promotor um abaixo-assinado
com mais de mil assinaturas, pedindo ao MP que impetre com
uma ação civil pública contra a empresa. Eles se dizem
revoltados com o órgão que ainda insiste em enviar as contas
e até avisos de cortes, sem se preocupar em fornecer um
serviço de boa qualidade. "Há dias que não recebo água da
Embasa, mas a conta não deixa de chegar à minha porta",
reclamou uma moradora do bairro do Peru. Já outra moradora
do bairro da Serrinha, protestou contra a água barrenta que
vem caindo das torneiras de sua casa. "Eu tive que pagar a
um vizinho R$ 8,00 para limpar o reservatório da minha
residência, pois a água estava com uma coloração escura é
fétida", disse.
O presidente da Federação de Associações de Bairros de
Jacobina e Distritos, Glériston Macedo, que participou da
manifestação, disse que a água fornecida aos consumidores de
Jacobina precisa ser contestada, "por isso estamos nos
mobilizando e elaborando este abaixo-assinado para ser
entregue ao Ministério Público, em que pedimos uma ação
civil pública para investigar a qualidade da água fornecida
à nossa comunidade."
Onília de Souza Lopes, presidente da Sindicato dos
Comerciários de Jacobina, ponderou "que não é justo pagar o
mesmo preço por uma água que não é fornecida regularmente e
que não possui boa qualidade". Já Leosvaldo Santana da
Silva, mais conhecido como Pistola, vice-presidente da
Associação Democrática da Jacobina III, disse que as
autoridades devem tomar providências no sentido de melhorar
a água que é consumida pelos jacobinenses. "Vamos unir e
cobrar uma solução das autoridades competentes", destacou
Pistola.
Entre Rios - A péssima qualidade da água fornecida pela
Embasa para os 35 mil habitantes de Entre Rios motivou o
juiz Anderson de Souza Bastos a determinar que a empresa
suspenda o faturamento de contas, até que o problema seja
sanado. O magistrado concedeu uma liminar solicitada numa
ação proposta pelo Ministério Público do Estado da Bahia (MPE).
O promotor do município, Luciano Valadares, denunciou que a
água “apresenta acentuado percentual de coliformes fecais e
da bactéria escherichia coli, responsáveis pelo substancial
aumento no número de casos de diarréia e hepatite A”. Pela
decisão do juiz, todos os usuários abastecidos pela Embasa
em Entre Rios vão pagar taxa mínima de R$ 10 até que a
empresa forneça água potável.
O MP informou que a contaminação foi confirmada em 15 laudos
periciais elaborados pelo Laboratório Central da Bahia (Lacen).
A decisão judicial estabelece, ainda, um prazo de 30 dias
para que a Embasa solucione o problema.
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