Bacias hidrográficas do
Joanes e Ipitanga têm postos com águas considerada péssima

Amostras das águas de 22 pontos das bacias
hidrográficas dos rios Joanes e Ipitanga serviram como fonte
para análises realizadas pela Superintendência de Recursos
Hídricos (SRH) sobre a qualidade das águas dos rios baianos.
O resultado da análise foi divulgado na última segunda-feira
(19), através do primeiro relatório do Programa Monitora. O
estudo revelou que dos 22 pontos analisados, cinco
apresentaram água de péssima qualidade, quatro possuem
qualidade ruim, três regulares, sete bons e três ótimos.
As análises, químicas, físicas e biológicas, revelaram ainda
que quatro bacias hidrográficas, localizadas nas
proximidades da Região Metropolitana de Salvador (RMS) e
Litoral Norte, apresentam as condições mais críticas, dentre
as 17 bacias analisadas, com trechos considerados péssimos
ou ruins.
O Programa Monitora analisou a qualidade das águas de 17
bacias hidrográficas baianas, classificando-as como ótima,
boa, regular, ruim e péssima. As bacias localizadas na
região da Chapada Diamantina e os rios afluentes do São
Francisco foram as que apresentaram melhor qualidade das
águas, com classificações ótima e boa. Enquanto as águas das
bacias onde estão os rios Real, Vaza-Barris, Itapicuru,
Paraguaçu, Joanes, Ipitanga, Subaé, Jacuípe, Jacarecanga,
Piaçabeira, Bandeira, Muriqueira, Itinga, Pitinga, os
riachos do Maia e Principal, além Itapicuru-Mirim,
localizados no Litoral Norte e RMS apresentaram trechos
ruins e péssimos.
As bacias hidrográficas dos rios Joanes e Ipitanga abrangem
os municípios de Salvador, Lauro de Freitas, Camaçari, Dias
D’Ávila, Simões Filho, Candeias, São Francisco do Conde e
São Sebastião do Passé, sendo responsável por cerca de 40%
do abastecimento de água da RMS.
Os rios pertencentes a essas bacias vêm sofrendo constantes
agressões ambientais como despejo de esgotos domésticos e
resíduos industriais; aterramento de nascentes; extração
predatória de areia, arenoso e argila; destruição das matas
ciliares; ocupação desordenada do solo, entre outras.
Em Lauro de Freitas, a precariedade do sistema de
esgotamento sanitário contribui ainda mais para o
agravamento desta situação. No município é comum ver tubos e
manilhas despejando esgotos domésticos sobre os rios. O
resultado disso é, não só a poluição dos rios, como também
das praias. No início deste mês o Centro de Recursos
Ambientais divulgou o relatório de um estudo realizado em 23
praias de Salvador e Lauro de Freitas, no qual quatro não
foram recomendadas para o banho, entre elas, a praia de
Buraquinho.
Os resultados foram divulgados após exames bacteriológicos
feitos em amostras da água recolhidas durante cinco semanas
consecutivas. De acordo com o órgão, a praia só é
considerada inadequada para o banho se em 80% das amostras
for encontrado um número igual ou superior a mil coliformes
fecais por 100 mililitros de água.
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