Orçamento participativo
ajuda a resolver problemas em bairros

Em várias cidades do Brasil, os
movimentos de classes canalizaram suas demandas para o
debate sobre o orçamento municipal, com o objetivo de
disputar os recursos públicos para os setores populares. Foi
assim que alguns governos locais, começaram a criar
mecanismos visando possibilitar a participação popular na
definição de políticas públicas.
Em Camaçari não foi diferente, o Orçamento Participativo foi
implantado desde o ano de 2005, com a finalidade de criar
uma relação direta da gestão pública municipal, com os
bairros da cidade, onde formam-se equipes de moradores de
diversas localidade. Na primeira etapa, dividiu-se a cidade
em 23 regiões, realizando assembléias, em que os moradores
podem opinar sobre prioridades e demandas locais. A cada dez
pessoas presentes nas reuniões, elegem um delegado.
Na segunda rodada, são eleitos os conselheiros, entre os
delegados, que junto com dois conselheiros indicados pela
administração pública, formam a coordenação do Orçamento
Participativo.
A função dos nomeados é de se reunirem uma vez por mês e
acompanharem o andamento das obras, mantendo uma relação
próxima com os delegados atuantes nas devidas regiões.
Em entrevista ao jornal Primeira Página, delegados e
conselheiros falaram das melhorias que as comunidades vem
alcançando com o projeto, desde a implantação, até a
preparação para o ano de 2009.
Todas as quartas-feiras as reuniões acontecem na sede do
Orçamento Participativo, na rodoviária de Camaçari. O
coordenador geral do projeto é Raimundo Santos Lima, que
disse que o OP chegou em boa hora. "É uma democracia direta,
é o povo exercendo cidadania. É preciso que o governo tenha
coragem para implantar um projeto desse, aglutinar pessoas
de diversas classes sociais e políticas, para a manutenção,
disse Lima.
Segundo Antônia Brito, conselheira da Região 3, que inclui o
Alto do Triângulo, Santo Antonio, Derba, Gleba e Viver
Camaçari, o projeto veio para atender os anseios das
comunidades. "As pessoas colocam como prioridade o que
realmente estão precisando. No Santo Antonio a prioridade
era a unidade de saúde e foi construído o PSF”, disse
Antônia. Estiveram presentes na última reunião, Joseir
Arouca, conselheiro da Região 17, formada pelos bairros de
Cajazeiras, Cordoaria, Terra Maior e Sucupira; Maria Rosália
do Nascimento, conselheira do Phoc I e II, Adelaide Andrade
das Vírgens, delegada do Phoc I e II; Dione Sotero Batista,
conselheira da Região 5, que fazem parte a Gleba C, Ciclovia
e Jardim Brasil; além de Rui Alves, conselheiro da Região 23
e coordenador do OP, que engloba Barra de Pojuca, Itacimirm,
Jóia do Rio, Tiririca e adjacências.
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