Fugitivo mantém mãe e
filha como reféns após assalto

(Colaboração: Jailton Santos Britto) -
A tranquilidade de moradores e comerciantes do bairro Santa
Cruz, no município de Luís Eduardo Magalhães, no Oeste
baiano, foi quebrada na tarde da última quarta-feira (14),
por volta das 15h30, quando o fugitivo Elenildo Almeida dos
Santos, 24 anos, o Jamaica, logo após assaltar o
estabelecimento comercial denominado Casa dos Temperos, foi
perseguido pela polícia.
De porte de um revólver calibre 38, municiado com seis
cartuchos, Jamaica empreendeu fuga pelas ruas do bairro e
acabou por invadir uma residência na rua Candeias. Dentro do
imóvel, ele fez reféns Marília dos Santos Cerqueira, de 20
anos, e sua filha M.S.C., de apenas um ano e cinco meses.
Durante mais de duas horas, o clima de tensão predominou com
as duas reféns sob a mira da arma.
Policiais da Companhia Independente de Ações no Cerrado (Ciac)
cercaram a casa e iniciaram o processo de negociação com o
sequestrador. O major Camilo Uzêda gerenciou a crise e deu
garantias de vida a Elenildo, desde que ele depusesse a arma
e se rendesse, mas o assaltante exigiu a presença de um
advogado e um padre. Foram chamados ao local o advogado
Mário Machado Júnior e o padre Ubirajara, na presença dos
quais ele se entregou.
De acordo com informações da polícia, Jamaica tem outras
passagens pela delegacia local por roubo, agressão e uso de
arma de fogo, mas conseguiu fugir na última vez em que
esteve preso. Além do revólver 38, foi encontrada com ele a
quantia de R$ 150,00, provavelmente, derivada de roubo.
O major Uzêda informou que já vinham acontecendo assaltos
nas redondezas e que diversas vítimas identificaram através
de fotografia como sendo Elenildo Jamaica o autor. O militar
solicitou que outras vítimas comparececem à delegacia para
possível reconhecimento e não descartou a possibilidade de
ele ter agido em conluio com outros comparsas.
Além da série de assaltos praticados à mão armada, a
situação de Jamaica se agravou mais ainda com o seqüestro e
a manutenção de reféns sob a mira de uma arma. Marília
Cerqueira ficou bastante abalada emocionalmente e teve que
ser conduzida ao posto de saúde para ser medicada. A criança
nada sofreu..
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