Casa ameaça desabar

A dona-de-casa Faustina Conceição dos Santos
de Oliveira, 56 anos, suas duas filhas e três netos, temem
que a casa onde vivem, na Rua Marte, Quadra 11, Lote 7, em
Camaçari, desabe a qualquer momento. Isso porque, as placas
de cimento e ferro do imóvel, construídas pela prefeitura na
década de 80, estão soltas e rachadas. Já na parte interna
da residência, as ferragens estão expostas, o banheiro é
quente e seco, e as telhas contém amianto - substância
cancerígena - em sua composição. Além disso, os moradores do
local estão sofrendo com a falta de água, que está cortada.
As condições de vida são precárias: o esgoto corre pelas
laterais da casa, quando chove a água fica minando pelas
paredes e o piso está todo esburacado. Ainda assim, a taxa
de esgota-mento sanitário vem sendo cobrada na conta de
água. “A Embasa disse que não pode vim cuidar do esgoto
porque a água está cortada”, disse Faustina.
Portadora de úlcera nervosa e outras doenças, Faustina
recebe da Seabs (Secretaria de Alimentação e Bolsa Sociais)
um auxílio que pode ser, a critério da família, ou uma cesta
básica ou um vale-gás. O fato que levou a família a cozinhar
seus alimentos em fogão de lenha. O imóvel não dispõe de
fogão a gás, pia de cozinha, nem geladeira.
A dona-de-casa, que já trabalhou na plantação de eucalipto,
na limpeza e cozinha de pequenas empresas, ficou
impossibilitada de trabalhar por ter adoecido. Viúva há mais
de dez anos, começou a vender acarajé e a fumaça do azeite
agravou a úlcera. Apesar disso, o laudo do INSS não
constatou a invalidez e ela não consegue se aposentar.
.gif) |