Bahia quer ampliar
participação no mercado de exportação de serviços

Ampliar a participação da Bahia no mercado
brasileiro de exportação de serviços que, atualmente,
representa 1,4% do total de todo o país. Esse foi o
principal assunto discutido durante seminário realizado,
nessa quarta-feira (14), no auditório da Fede-ração das
Indústrias do Estado (Fieb), em Salvador. O evento,
promovido pelo Promo-Centro Internacional de Negócios da
Bahia, reuniu empresários e integrantes dos governos federal
e estadual.
De acordo com o secretário nacional de Comércio e Serviços,
Edson Lupatini, o setor de serviços é responsável por 57% do
PIB brasileiro, o equivalente a US$ 450 bilhões. A atividade
também é responsável pela geração de metade dos postos de
trabalho no país. Ele afirmou que, “na Bahia, o setor
terciário é um grande gerador de mão-de-obra com
qualificação e melhor remuneração”.
Um dos principais desafios, segundo Lupatini, é equilibrar a
balança comercial de serviços no Brasil que ainda representa
um déficit de US$ 9,5 bilhões. “Nesse aspecto, nós temos
avançado bastante, pois o setor tem taxa de crescimento de
20% ao ano, 10% a mais que a média mundial”, enfatizou.
O secretário da Indústria, Comércio e Mineração do Estado,
Rafael Amoedo, ressaltou que a Bahia ainda tem muito a
crescer na venda de serviços ao exterior. Mesmo assim, ele
pontuou que a área de construção civil é uma das maiores
exportadoras de know how baiano para outros países. “A
Odebrecht, por exemplo, tem obras nos Emirados Árabes,
Angola e outros países, sobretudo com mão-de-obra baiana”.
Para Amoedo, é preciso divulgar as potencialidades e
oportunidades de negócios para que o Estado participe com
mais ênfase do mercado de serviços. E explicou que as
viagens feitas pelo governador Jaques Wagner ao exterior
contribuem para a reversão da atual posição da Bahia, que
conta com apenas 1,4% da participação nacional.
“Temos um potencial muito grande e estamos nos estruturando
com a recuperação de rodovias, construção da Ferrovia
Oeste-Leste para que o Estado deixe de ser a sexta economia
brasileira para ocupar melhor colocação”, argumentou o
secretário.
SAC no exterior - Na esfera pública, o Serviço de
Atendimento ao Cidadão (SAC) é o principal produto de
exportação da Bahia. De acordo com informações da Secretaria
Estadual da Administração (Saeb), o modelo está presente em
países como Portugal, na Europa, e Colômbia, na América do
Sul, além do Distrito Federal e 23 estados no Brasil.
O sucesso da iniciativa - que possui mais de 90% de
aprovação do público - também está sendo observado por
autoridades bolivianas. Uma comissão integrada pela ministra
da Transparência e Combate à Corrupção do país, Nardi Suxo,
visitou a unidade da Barra, em Salvador, nessa quarta-feira
(14).
As 25 unidades do SAC, na capital e no interior, executam 40
mil atendimentos por dia. A maioria delas possui, em um só
local, 22 serviços nas áreas de emissão de documentos e
atendimento jurídico.
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