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Atualizado 23/02/2008
 
 
 
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Embrapa e Ebda querem melhorar a qualidade e
a produtividade do alho do Vale de Taquarendi
 

 

 Cerca de 80 produtores de alho das localidades de Taquarendi e Caatinga do Moura participaram no último dia 2, no auditório da Câmara Municipal de Vereadores de Mirangaba, de uma palestra ministrada pelo pesquisador da Embrapa Hortaliças de Brasília-DF, Francisco Vilela Resende. Durante o encontro, vários temas foram abordados, a exemplo do vírus do alho, preparo e manejo do solo, melhoria da qualidade e produtividade do alho, novas tecnologias, entre outros.
Vilela destacou a importância de o produtor produzir sua própria semente livre do vírus e promover sua multiplicação. "É muito mais seguro e confiável, por se tratar de uma semente de procedência", disse. O pesquisador deixou clara a sua preocupação com a concorrência do alho chinês que já domina cerca de 80% do mercado nacional. "Temos que trabalhar o melhora-mento genético e sanitário do alho para podermos competir com qualidade e produtividade", alertou. Segundo Vilela, o preço baixo do alho chinês e o avanço sobre o mercado brasileiro, podem prejudicar os produtores e comprometer milhares de emprego pelo país.
Após o plantio, entre março e junho, a fase da colheita no Vale do Taquarendi começa em julho e vai até outubro. No local, particular-mente, o salto na produção é resultado do apoio técnico e do trabalho de melhoramento genético e sanitário que vem sendo promovido desde 2003 pela Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) e pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que apresentaram ao produtor novas variedades de sementes de alho.
A Embrapa trouxe a chamada semente isenta de vírus, denominada de alho “amarante”, enquanto a empresa baiana introduziu a variedade “roxo pérola de caça-dor”, cultivada no Sul do país e conhecida como alho “vernalizado”. A nomenclatura se deve ao processo de vernalização pelo qual as sementes de alho são submetidas antes do plantio.
Através dele, a semente é colocada na chamada câmara de vernalização, localizada no próprio distrito de Taquarendi, onde fica a temperaturas de 2ºC a 5ºC por 45 a 55 dias. O choque frio funciona como um catalisador no processo de maturação do alho, o que acelera a sua germinação e aumenta a sua produtividade.
“Após a vernalização, a semente é plantada e já deve estar germinando em dois dias”, explicou Gilson Pedro de Amorim, chefe do escritório da EBDA em Taquarendi. Ele explica ainda que as duas variedades estão sendo utilizadas em substituição à semente “cateto roxo”, de baixa produtividade e de baixo poder germinativo. O alho de Taquarendi é vendido em Jacobina e também em outros estados, como Sergipe, Alagoas e Piauí. A diferença básica entre o alho “amarante” e o alho “vernalizado” é justamente a forma de comercialização. Enquanto o “amarante” é vendido em rés-tias, os bulbos do alho “verna-lizado” são empacotados e vendidos em saquinhos.
Em Taquarendi, a plantação e a colheita do alho geram 600 empregos diretos. Levando em conta a comercialização do produto, alcança-se a marca de 3,5 mil postos de trabalho. A mão-de-obra é formada por trabalhadores rurais que praticam a agricultura de subsistência..

 


MPA invade agência da CEF em Jacobina

 O Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA) invadiu na manhã de segunda-feira(5), o setor dos terminais de auto-atendimento da agência da Ciaxa Econômica Federal de Jacobina. Dezenas de pessoas participaram da mobilização, com faixas de protesto e bandeiras. A atividade fez parte da Jornada de Luta dos Pequenos Agricultores por moradia e crédito.
 
 
 
 
 

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