Violência e drogas nas
escolas:
um problema de todos nós
Já se faz necessária ações mais urgentes e
efetivas por parte das autoridades estabelecidas e da
sociedade (incluindo pais e amigos da Escola), no sentido de
amenizar o clima de violência nas escolas públicas de
Jacobina.
A escola tem uma função fundamental na prevenção de
acidentes e violência. Desde noções básicas de como
atravessar a rua até orientações sobre álcool, drogas e
armas de fogo. Mas não é obrigação funcional nem social da
Escola exercer o papel de substituto da família e do poder
público, em suas diversas instituições, notadamente as de
segurança e de família.
Atualmente, os pais em geral estão mais conscientes da
existência da violência, por causa da mídia e da atenção
voltada à segurança, inclusive nas escolas. É difícil
definir as escolas como lugares seguros ou não seguros,
porque nenhum lugar é completamente seguro, mas são poucos
os pais que assumem essa responsabilidade para si, para o
seio de suas famílias, alegando falta de tempo e outras
desculpas sociais quaisquer, que não os eximem, é claro,
dessa responsabilidade.
O assunto: violência nas escolas e drogas, volta e meia vem
a tona, através, principalmente da mídia, que é a caixa de
ressonância da população, que não consegue ter dos órgãos
adequados respostas satisfatórias de combate a esse
problemas, só restando "pôr a boca no trombone", quem sabe
assim não serão ouvidas? Nos últimos dias, o programa de
rádio Painel de Notícias, foi essa caixa de ressonância do
povo, nesse tema, resta saber se os ouvidos "moucos" do
poder público vão, enfim, tomar alguma providência, antes
que algo mais grave ocorra.
São adolescentes armados dentros de unidades escolares,
consumidores de drogas, com tráfico de entorpecentes nas
proximidades ou até mesmo em sala de aula, ameaças claras ou
veladas de alunos para com professores e outros colegas,
tornando o ambiente, já carente de uma educação de qualidade
e recursos materiais e tecnólogicos desejados, insustentável
e envolvido pelo medo e a insegurança.
Professores não são substitutos afetivos dos pais na escola,
nem são policiais e/ou expert em segurança pública e combate
ao crime e as drogas, nem tão pouco assistentes sociais e
psicólogos, mas acabam literalmente obrigados a assumirem
estes papéis dentro da Escola, pela absoluta ausência dos
pais na vida de seus filhos, dos governos e suas
instituições assistenciais e de segurança pública, por
exemplo.
A Escola está inserida num contexto em que se cruzam
diversos setores como educação, saúde e trabalho, portanto,
se faz necessário uma parceria efetiva entre os poderes
públicos e a sociedade. Há um forte sentimento de
impunidade, de inoperância na comunidade de Jacobina de um
modo geral, no que tange os problemas sociais e educativos,
que são graves, no dia a dia de nossa cidade. Depois de três
anos da administração atual, praticamente nada avançou na
educação do município. Não se criou condições de
desenvolvimento qualitativo na pedagogia escolar, nem na
estrutura administrativa, que continua com os mesmos vícios
de outras administrações. Não obstante o esforço e a
qualidade profissional de alguns dos prepostos da educação
municipal, a sensação é de marasmo, de cansaço, de muito blá,
blá, blá e pouca ação. Lamentável.
Em cada escola é preciso haver soluções incorporadas ao
sistema escolar e aos governos. Colocar, por exemplo,
detectores de metais ou policiais dentro das unidades
escolares, ao meu ver, não vai fazer com que os problemas
desapareçam, mesmo que, no calor da discussão, esta possa
ser uma medida de urgência e que amenize o problema até que
outras soluções surjam, dentro das mudanças que se fazem
necessárias na estrutura familiar da sociedade e dos poderes
públicos.
Uma coisa é certa: É preciso fazer algo, antes que as
consequências da omissão da sociedade e dos governos
preencham as manchetes policiais dos programas jornalísticos
e da imprensa escrita, registrando violência e tragédias nas
escolas de nosso município, sejam públicas ou particulares,
já que nesses ambientes também ocorre violências, de todas
as ordens
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