Enquanto seu lobo não vem
A violência não é mais um incidente
episódico e circunstancial. De tão imiscuída no contexto
social, hoje deixou de ser algo despiciendo para se
transformar em corriqueiro “modus vivendi” das pessoas,
essencialmente aquelas que moram em grandes aglomerados
urbanos.
Poder-se-ia dizer, não fosse grosseiro, fator humano apenas
registrado nas camadas menos favorecidas da sociedade. Ledo
engano!
Possível e facilmente constatado, atinge e ocorre em todas
as classes e estamentos, fazendo valer o princípio da
isonomia em todos os níveis: rico, pobre, preto, branco...
enfim. Pouco importa etnia, crença religiosa ou até mesmo
convicção política ou filosófica. Ironicamente, é a
democracia na violência.
Veja-se o caso Isabella.
Crítica abalizada sobre o tema em cotejo, aponta a dinâmica
do social globalizado como fenômeno interativo de resultado
nefasto. Por entender que mudanças introduzidas no estilo de
vida das populações em muito contribuíram para a
desagregação de seus valores éticos e morais, ao concluir,
seus postula-dores demonstram com dados estatísticos o
avanço vertiginoso da criminalidade, notadamente nos países
terceiro-mundistas como o Brasil. Não se deve olvidar nosso
vizinho Venezuela, com Hugo Chavez e seus apaniguados.
Em matéria dessa ordem, fosse-me permitido opinar sobre o
assunto, onde o instrumental repressivo do Estado de há
muito faliu como elemento de controle de criminalidade e
violência, modestamente diria: a paz entre os homens somente
será alcançada numa sociedade mais justa e igualitária, no
momento em que políticos iletrados e populistas, desses que
só sabem presentear eleitores encabrestados com bolsas,
geladeiras, entre outras bugigangas, fossem de todo
execrados da vida pública nacional, como assim falou
Alexandre Dumas: “Há, muitas vezes na história, ao lado dos
fatos públicos, outros ocorridos nas trevas, os quais
frequentemente são a causa verdadeira daqueles, e que os
explicariam se fossem revelados”.
Lembram do mensalão?... Zé Dirceu, Delúbio, Silvinho do Land
Rover... quem mais? Ah!... Não poderia deixar de ser ele...
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