Moradores de Vilas do
Atlântico aguardam a construção de praça

Um terreno baldio e muito mato é tudo
o que consta no local onde deveria ter sido construída uma
praça pública e um apart hotel, no bairro de Vilas do
Atlântico. Em 9 de abril de 2006, um acordo firmado entre a
prefeitura e a empresa W Barreto previa transformar a área
onde estava o esqueleto de uma construção inacabada, ao lado
do Colégio Apoio, em uma praça com 1800m², que seria doada à
comunidade, e um apart hotel com 60 apartamentos e cinco
lojas.
Dois anos depois, o esqueleto foi derrubado, o muro foi
construído e a área mais uma vez abandonada. Enquanto isso,
o mato cresce no terreno e os moradores temem que o local
funcione como esconderijo de marginais. Os alunos da
Faculdade Apoio estão ainda mais apreensivos com a falta de
segurança, visto que circulam pelo local no período noturno.
“Quem tem carro ainda vai, mas quem não tem é obrigado a
passar por aí, correndo o risco de ser assaltado”, desabafou
a estudante Verônica Gonçalves.
De acordo com o termo de compromisso do Loteamento Vilas do
Atlântico a área foi reservada para uso comum do povo. No
local deveria ser construída uma praça, porém parte do
terreno foi ocupada pela iniciativa privada que começou a
erguer um prédio comercial. A construção foi embargada em
1994, através de uma ação civil apresentada pelos moradores
ao Ministério Público.
Anos depois, os responsáveis pela construção propuseram a
troca do terreno pela área que hoje é conhecida como Parque
Ecológico. Firmado o acordo, o terreno ficou abandonado e a
construção foi adquirindo aspecto de descuido, poluindo o
visual do bairro. Em março de 2006, a empresa W Bar-reto
adquiriu o imóvel e, no mês seguinte, firmou o acordo com a
prefeitura para construção de uma praça. A ocasião foi
marcada com uma caminhada no bairro de Vilas do Atlântico,
fogos de artifício, derrubada de parte da estrutura e muito
entusiasmo da população.
Contudo, até o momento nenhum tijolo foi colocado com o
propósito de erguer a praça prometida. De acordo com Maria
de Fátima Batista, funcionária da Salva (Sociedade dos
Amigos do Loteamento Vilas do Atlântico), a prefeita Moema
Gramacho informou que o projeto de construção foi reprovado
por destinar à praça uma área inferior a que foi
estabelecida no acordo.
O jornal Primeira Página manteve contato com a Assessoria de
Comunicação da Prefeitura de Lauro de Freitas para
esclarecer o fato, mas até o momento de fecha-mento desta
edição a prefeitura não havia se posicionado em relação ao
assunto.
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