Jornal Primeira Pagina, Edição 798
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Moradores de Vilas do Atlântico aguardam a construção de praça
 

 

 Um terreno baldio e muito mato é tudo o que consta no local onde deveria ter sido construída uma praça pública e um apart hotel, no bairro de Vilas do Atlântico. Em 9 de abril de 2006, um acordo firmado entre a prefeitura e a empresa W Barreto previa transformar a área onde estava o esqueleto de uma construção inacabada, ao lado do Colégio Apoio, em uma praça com 1800m², que seria doada à comunidade, e um apart hotel com 60 apartamentos e cinco lojas.
Dois anos depois, o esqueleto foi derrubado, o muro foi construído e a área mais uma vez abandonada. Enquanto isso, o mato cresce no terreno e os moradores temem que o local funcione como esconderijo de marginais. Os alunos da Faculdade Apoio estão ainda mais apreensivos com a falta de segurança, visto que circulam pelo local no período noturno. “Quem tem carro ainda vai, mas quem não tem é obrigado a passar por aí, correndo o risco de ser assaltado”, desabafou a estudante Verônica Gonçalves.
De acordo com o termo de compromisso do Loteamento Vilas do Atlântico a área foi reservada para uso comum do povo. No local deveria ser construída uma praça, porém parte do terreno foi ocupada pela iniciativa privada que começou a erguer um prédio comercial. A construção foi embargada em 1994, através de uma ação civil apresentada pelos moradores ao Ministério Público.
Anos depois, os responsáveis pela construção propuseram a troca do terreno pela área que hoje é conhecida como Parque Ecológico. Firmado o acordo, o terreno ficou abandonado e a construção foi adquirindo aspecto de descuido, poluindo o visual do bairro. Em março de 2006, a empresa W Bar-reto adquiriu o imóvel e, no mês seguinte, firmou o acordo com a prefeitura para construção de uma praça. A ocasião foi marcada com uma caminhada no bairro de Vilas do Atlântico, fogos de artifício, derrubada de parte da estrutura e muito entusiasmo da população.
Contudo, até o momento nenhum tijolo foi colocado com o propósito de erguer a praça prometida. De acordo com Maria de Fátima Batista, funcionária da Salva (Sociedade dos Amigos do Loteamento Vilas do Atlântico), a prefeita Moema Gramacho informou que o projeto de construção foi reprovado por destinar à praça uma área inferior a que foi estabelecida no acordo.
O jornal Primeira Página manteve contato com a Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Lauro de Freitas para esclarecer o fato, mas até o momento de fecha-mento desta edição a prefeitura não havia se posicionado em relação ao assunto.

 

 

 


 
 
 
 
 
 
 

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