Serrolandenses fazem
passeata contra a violência

No último domingo, dia 25, cerca de 100 pessoas,
entre crianças, adultos e idosos, fizeram uma passeata pelas
principais ruas de Serrolândia em protesto contra a
violência no município. O evento ocorreu uma semana após a
morte do instrutor de academia, Edilson do Nascimento Vieira
Santana, 25 anos, mais conhecido como Paraguai, que foi
executado com tiros na cabeça e no tórax, após o término de
uma "puxada". Segundo informações, o crime foi motivado por
ciúmes.
Os participantes vestiam roupas brancas e carregavam
cartazes com fotos das vítimas e frases de protesto, além de
uma bandeira do Brasil. O locutor do carro de som que
acompanhava a manifestação, apregoava: "Não estamos aqui
para perguntar o que Serrolândia pode fazer por nós, e sim,
o que podemos fazer por Serrolândia". Uma garota levava um
cartaz com a seguinte frase: "Não há caminho para a paz; a
paz é o caminho". A passeata saiu de um posto de combustível
localizado próximo ao contorno da cidade e percorreu cerca
de dois quilômetros.
O presidente da Câmara de Vereadores, José Reis Barreto
disse que a violência em Serrolândia é preocupante. "A
sociedade vem nos cobrando uma audiência pública com todas
as autoridades e a sociedade de modo geral para discutir o
assunto. Estamos planejando também discutir um plano de
segurança para o município, pois podemos chegar a um patamar
insustentável", desabafou Barreto.
Já a prefeita Noelia Sousa disse que não tem medido esforços
para manter o município em ordem. "Temos feito várias
solicitações às autoridades responsáveis pela segurança
pública e elas sempre têm nos atendido na medida do
possível. Sabemos que a questão da violência não é só um
problema de Serrolândia, mas de todo o país. Existem
municípios até menores que o nosso, onde os índices de
vio-lência são bem mais elevados. Mas não estamos de braços
cruzados, continuaremos sempre lutando por mais segurança
para nossos munícipes", garantiu a prefeita.
Procurada pela reportagem do Primeira Página, a coordenadora
regional de polícia, Patrícia Marques disse que vai
determinar ao delegado Damião Lacerda a fazer um
levantamento de informações sobre a real situação do
município, para traçar um plano de ação envolvendo os
agentes da 16a Coorpin para atuar naquela região.
"Atual-mente existem dez delegacia sem delegados e,
inicialmente, a nossa preocupação é com a segurança pública
de cada unidade, e não vamos medir esforços nesse sentido",
argumentou a coordenadora.
O comandante da 24a CIPM, major Sérgio Moisés Ramos Santana,
em entrevista ao Primeira Página, mostrou-se surpreso com as
notícias sobre a questão da segurança pública em Serrolândia,
já que, segundo ele, as estatísticas mostram uma outra
realidade bem diferente. O major garantiu que a população
pode ficar tranquila, "pois não existe este clima de pavor
que vem sendo propagado no município."
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