Moradores reclamam de obra
feita pela prefeitura

A convite dos moradores, a reportagem do
Primeira Página foi verificar "in loco" as obras de
implantação do sistema de esgota-mento sanitário da rua
Vilma Dolores, no bairro da Félix Tomaz, em Jacobina. Eles
denunciam que a prefeitura está usando tubos de PVC rígido
de 100 milímetros de diâmetro, ao invés de manilhas. "Apesar
de sermos leigos no assunto, temos certeza de que essa rede
está subdimensionada e não vão suportar a quantidade de
dejetos que terá de ser escoada por ela", adverte o pintor
Charles Aurélio Francisco de Oliveira, 35 anos, que mora na
referida rua.
O pintor também fez críticas a morosidade na conclusão das
obras. "Já fazem quase 40 dias que a prefeitura iniciou a
construção dessa rede e até agora ela não foi concluída.
Como vocês podem ver, metade da rua está interditada e isso
vem prejudicando vários moradores, que sentem dificuldades
em entrar e sair de suas residências", reclamou Oliveira.
Ele disse que foi informado pelos funcionários da obra, que
a prefeitura cobrará uma taxa de R$ 26,00 pela ligação dos
esgotos residenciais à rede geral.
Charles Oliveira fezquestão de frisar que a rua Vilma
Dolores e outras adjacentes, foram pavimentadas na gestão do
ex-prefeito Leopoldo Passos, sem a devida rede de esgoto. A
dona-de-casa Luciana Gomes, 36 anos, e a comerciante Joelma
Maria Silva de Queiroz, 39 anos, afirmam que "todos os
moradores estão insatisfeitos com a obra". Outra moradora
que não quis se identificar, disse que bem próximo dali, na
rua João Batista Figueiredo, o ex-prefeito construiu uma
estação de tratamento de esgoto que acabou sendo desativada
porque nunca funcionou como deveria. Os moradores batizaram
a obra de "pinicão". De acordo com o funcionário público
Leopoldo Fonseca, o local vem servindo de abrigo para
cavalos, jegues, cobras e morcêgos, entre outros animais,
além de ponto estratégico para viciados em drogas e outros
marginais planejarem suas ações criminosas.
O secretário municipal de Infra-Estrutura, geólogo Rui Bane
de Araújo e Oliveira disse que a morosidade da obras se deve
ao fato de a secretaria está enfrentando problemas com
mão-de-obra. "O município dispõe de apenas dez pedreiros e,
a maioria das vezes, este número diminui em razão de férias
trabalhistas", argumentou. Ele disse ainda que as duas
retroescavadeiras da prefeitura estão quebradas. Quanto o
subdimensionamento da rede de esgoto da Vilma Dolores, ele
garantiu que a obra atende satisfatoriamente a demanda dos
seus usuários. "Cada morador deve construir uma fossa
séptica para filtrar os dejetos antes deles serem lançados
na rede geral de esgoto", aconselhou o secretário.
.gif) |