Padre Kriguer visita
Jacobina e rever amigos

Entre os dias 2, 3 e 4, o padre Idonizete
Krüger esteve visitando Jacobina e aproveitou a oportunidade
para rever amigos e fiéis da Igreja Católica. Ele veio de
Aracaju onde estava cumprindo uma missão da igreja de quatro
dias, participando de um curso sobre prevenção, recuperação
e reinserção do dependente químico na sociedade.
Ele exerceu as funções de pároco em Jacobina entre os anos
de 1993 e 1995, e em razão do seu carisma sacerdotal fez
retornar muitos fiéis à igreja. Padre de espírito liberal e
muito comunicativo, quanto ao aspecto político partidário
ele deixava a cargo da população, mas no tocante à
espiritualidade ele confortava a todos.
Quando saiu de Jacobina, retornou à Paróquia de Nossa
Senhora dos Navegantes, em Blumenau-SC, onde foi criada a
nova Diocese de Santa Catarina, sendo eleito coordenador da
diocese e há dois anos deixou a Catedral, em Florianópolis,
para assumir a Paróquia dos Navegantes, onde existem muitos
problemas de prostituição e drogas, por se tratar de uma
cidade portuária, para promover um trabalho belíssimo de
conscientização na periferia da cidade, com pessoas com
dependências químicas.
Na Campanha da Fraternidade de 2001 da Conferência Nacional
dos Bispos do Brasil foram criadas outras pastorais e dentre
elas, a Pastoral da Sobriedade, com o lema "Vida sim, droga
não". É uma pastoral específica sobre dependência química em
nível nacional.
Padre Krüger conta com certa satisfação que durante estes
anos de atividade, muitas pessoas portadoras dessa
deficiência já saíram totalmente recuperadas. São nove meses
de trabalho de conscientização e, como ele mesmo explicou, “
tem que haver o tripé: espiritualidade, disciplina e
trabalho; esse é o nosso remédio”. Padre Krüger ressaltou
que durante “nove meses a pessoa fica conosco, aqueles que
tem família retornarão ao convívio normal e os que não tem,
fazemos um trabalho de inserção na comunidade”. Foi lhe
perguntado e quem financia esse trabalho maravilhoso e ele
respondeu com tranqüilidade que vem de parte do dízimo e de
pessoas da comunidade, que reconhecem como um trabalho sério
e, dado o seu êxito, já está construindo a segunda casa.
Perguntamos se ele tinha vontade de retornar a Jacobina e
ele disse que é um servo de Deus. “ A gente faz um trabalho
por opção a Jesus Cristo. A gente está aí a serviço. Se
fiquei padre fiquei para servir a Deus e se Deus me pede um
serviço missionário em qualquer que seja a comunidade,
estarei presente”, finalizou.
Como já era de se esperar, padre Krüguer ficou sob a boa
hospitalidade de Flávio Mesquita (Dr. Flavinho) e Arlene,
sua esposa, casal muito atuante na Igreja Católica.
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