Cursos do Cefet são
discutidos em Jacobina

A implantação dos cursos do Centro Federal
de Educação Tecnológica (Cefet) foi discutida na última
terça-feira em Jacobina. O assunto foi tratado no Centro
Cultural Edmundo Izidoro dos Santos, com as presenças da
diretora geral do Cefet Aurina Oliveira Santana, do prefeito
Rui Macedo e de vários setores da sociedade civil, em
primeira discussão. Durante três horas foram apresentadas as
bases gerais para implantação da unidade de Jacobina e
discutidas vocações da região e possíveis cursos a serem
implantados.
Na abertura da audiência vá-rias pessoas falaram da
importância do projeto para o fomento do desenvolvimento do
município e da região, e da necessidade de todos os setores
da sociedade estarem envolvidos na efetivação dessa proposta
que pode alterar para melhor a realidade do Piemonte da
Chapada. Aurina Oliveira Santana falou do empenho da
Prefeitura de Jacobina e outras da região que fizeram uma
espécie de consórcio para pleitear a vinda do Cefet para o
município.
Segundo ela, não fosse esse empenho e a contrapartida
oferecida pela prefeitura, certamente a unidade não viria
para Jacobina. A diretora fez um histórico dos procedimentos
e das etapas já ocorridas e dos prognósticos para a
implantação. Segundo suas estimativas, no segundo semestre
do próximo ano a unidade já estará em funcionamento. A
prefeitura deverá agora efetivar a transferência do imóvel
para a União e proceder as reformas necessárias no prédio
para que sejam abertos os procedimentos de implantação dos
cursos.
A unidade a ser inaugurada em Jacobina está posta em
terceiro lugar na classificação, mas a própria diretora
disse que isso não significa necessariamente que a
implantação seja nesta ordem. O que é importante, segundo
ela, é que o processo seja bem direcionado e que haja por
parte dos interessados uma mobilização para que tudo
transcorra dentro do cronograma proposto. A idéia é que em
abril seja feito o concurso para contratação dos
professores. Ela disse que a proposta do Cefet é formar
alunos em cursos integrados, subsequentes e de extensão e
que por isso a sugestão é que estes sejam escolhidos de
forma criteriosa, a fim de que não haja cursos muito
diferentes em suas grades.
A preocupação em que os cursos tenham segmentos parecidos é
por que, segundo a professora, vai ser preciso contratar um
número limitado de professores e teria dificuldades de se
implantar cursos de matrizes diferenciadas. "Haverá
investimentos com a implantação de laboratório, contratação
de pessoal nas áreas a serem atendidas e se não forem
escolhidos cursos em que essa mão-de-obra possa ser
utilizada de forma igualitária, torna-se mais difícil sua
viabilização, um vez que isso onera a folha de pagamento e
de forma permanente", afirmou.
Aurina disse que inicialmente a escola deverá contratar 20
professores e 16 técnicos e que com esse quadro daria para
atender três turmas se os cursos escolhidos obedecerem aos
critérios sugeridos, entretanto, ela deixou claro que o
Cefet não vem com uma lista pronta e o motivo da audiência
era exatamente dar a oportunidade da sociedade se
manifestar. Alguns cursos foram elencados como possíveis,
dentre eles, Técnico em Agricultura, Técnico em Pecuária,
Mineração, Tecnologia de Alimen-tos, Mecânica,
Eletromecânica, etc.
Ao ser questionada sobre a falta de representantes de
segmentos dos trabalhadores à mesa, a diretora respondeu que
o Cefet em hipótese alguma se coloca como defensor do setor
produtivo, mas que não se pode conceber a criação de uma
unidade sem saber quem vai absorver a mão-de-obra a ser
formada e que a proposta é formar uma parceria com todos os
setores interessados, para não acontecer de se implantar um
curso e depois ter que encerrar as atividades por não haver
viabilidade. "Esse erro já foi cometido no passado", disse.
O Centro Federal de Educação Tecnológica da Bahia foi criado
pela Lei 8.711, de 28 de setembro de 1993 e tem
característica marcante no estado por ser uma entidade que
oferece, numa única organização institucional, educação
tecnológica profissional em todos os níveis, além de possuir
uma estrutura multicampi, com unidades de ensino em diversas
regiões estratégicas. O presidente Lula está agora ampliando
esse número que deverá ter um acréscimo de mais seis
unidades pelo menos até 2010. O ensino no Cefet-BA atinge
várias áreas do conhecimento e os seus cursos e currículos
seguem uma dinâmica que permite uma constante renovação
frente às inovações pedagógico-educacionais, bem como, uma
integração contínua às mudanças nos processos produtivos.
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