Juvenal Atena não é rei. É
líder
Reunidos em um terreno pertencente à
construtora GPM Empreendimentos Imobiliários, operários
trazidos do nordeste esperam por uma decisão que vai ditar
seus destinos. Falida, a empresa quer mandar os
trabalhadores de volta, com a falsa promessa de que lá
receberão seus honorários. Revoltado com a injustiça, o
chefe da segurança da empresa, Juvenal Antena, pede demissão
e se junta aos operários na luta por seus direitos.
Líder nato, homem esperto e hábil nas palavras, Juvenal vê
naquela situação indefinida uma maneira de parar de obedecer
para começar a mandar. Sonha juntar aquelas famílias sem
teto e criar a favela da Portelinha. Ao ser perguntado pelo
amigo Misael Caó se ele quer ser o rei da comunidade que vai
criar, Juvenal responde que a palavra certa é líder. “O pai
da comunidade. Capaz de qualquer sacrifício por ela”,
acrescenta.
Do sonho para realidade é um pulo. Juvenal se reúne com
outras figuras respeitadas pelo grupo: a mãe-de-santo dona
Setembrina, o pastor Lisboa e Geraldo Peixeiro. Com a ajuda
ainda do político Narciso Tellerman, Juvenal organiza uma
invasão a um terreno, onde constrói, ao longo dos anos, a
comunidade de seus sonhos: a favela da Porte-linha, um lugar
onde nada falta para seu povo, onde não há drogas nem
violência.
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