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Polícia e MP fecham bancas do jogo do bicho em toda a Bahia

 

 

 

 

 

 

 A pedido no Ministério Público Estadual (MPE), as polícias Civil e Militar fecharam bancas de jogo do bicho situadas na capital e no interior. As ações foram decididas numa reunião na sede do MPE, em Salvador, com a presença do procurador geral de Justiça, Lidivaldo Britto, e representantes da alta cúpula da Secretaria de Segurança Pública.
A princípio, os gerentes e diretores da Paratodos, maior organização ligada à contravenção na Bahia e Sergipe, foram conduzidos às delegacias e responderão termo circunstanciado por não se tratar de crime previsto no Código Penal. Embora o foco das ações esteja concentrado no núcleo duro do jogo do bicho no estado, os cambistas também poderão ser responsabilizados pela prática, caso persistam em continuar atuando nas ruas das cidades. “Sabemos que esses apontadores são pais de família, mas se trata de uma atividade ilegal e tem que ser coibida”, avisou Britto.
O comandante geral da PM, coronel Jorge Santana, garantiu já ter orientado todas as unidades da corporação para que executem as ações previstas no plano de estratégias de combate aos jogos de azar, elaborado durante a reunião. “Diante dessa determinação, podemos afirmar que todo o efetivo da corporação (cerca de 30 mil policiais) estará à disposição”, assegurou.
Na quarta-feira(29), alguns delegados e agentes da Polícia Civil afirmavam que não tinham recebido o comunicado sobre o método a ser seguido na repressão a essa atividade. A falta de informação vai de encontro às palavras do delegado-chefe da Polícia Civil, João Laranjeira, que disse ter determinado o envio do ofício às delegacias com a recomendação de que o jogo do bicho seja reprimido. O teor do documento da polícia não foi divulgado.
Jacobina - No último dia 23 de agosto, policiais militares realizaram apreensão de vários talonários de bilhetes de aposta (pule) em bancas de jogo do bicho em Jacobina, além de quadros de publicação dos resultados, calculadoras e outros objetos. O material apreendido foi levado para a delegacia de polícia local. Depois de tal ação policial, as bancas foram fechadas e os nomes das fachadas cobertos com tinta branca.
Desemprego - Várias pessoas que dependem do jogo do bicho para sobreviver, afirmaram para a reportagem do Primeira Página que vão passar sérias dificuldades. "A maioria dos cambistas é semi-analfabeta e não tem profissão. Somos pessoas que não sabemos fazer outra coisa, a não ser preencher uma pule", disse um cambista. Segundo ele, o jogo do bicho emprega cerca de 300 pessoas em Jacobina, que ganham em média R$ 280,00 por mês. "Tenho 35 anos de idade, não tenho profissão e trabalho há 17 anos no bicho, e agora o que vou fazer para sobreviver?", indagou outro cambista.