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Referimo-nos ao fato bastante significativo, no que diz respeito à
modernização das relações entre a Igreja Católica e a Maçonaria. É certo
que a adoção de um entendimento mais próspero e destituído de
preconceitos espúrios, já tem permitido precedentes do tipo, mas os
progressos no particular ainda são bastante acanhados. É inquestionável
admitir-se que somente o prevalecimento de mentalidades mais abertas
poderá ocasionar um alcance maior e mais desejado, evitando a perda de
tempo útil, ora verificada.
Não é possível que duas instituições que se pautam, fundamentalmente, em
nome de um mesmo Ser Supremo, o Criador do Universo e o Ser da Vida,
persistam tão distanciadas entre si, sem se louvarem, conjuntamente, do
concurso de suas forças, em favor e proveito da humanidade.
O impasse incide, sabemos, na resistência retrógrada de alguns, que se
lançam contra o estabelecimento de parcerias de ação conjunta, em favor
e em nome dos princípios, que por serem comuns, tendem, certamente, à
reunião de forças, tendo em vista resultados mais auspiciosos e
efetivos, em favor da fraternidade, das virtudes humanas e dos
princípios éticos e morais, que indiquem o correto e melhor
encaminhamento da humanidade no enfrentamento dos seus problemas.
Nosso comentário se refere ao acontecimento que no dia 6 de junho
último, resultou na instalação da Loja Maçônica Luz, Labor e União
Laponense, nº 144, no Oriente de Lapão, Bahia, apontado como o maior
acontecimento regional já realizado pela Maçonaria. Na presença de cento
e quarenta irmãos obreiros dos Orientes de Irecê, Barra do Mendes,
Lençóis, Jacobina, Presidente Dutra, Morro do Chapéu, Iraquara e de
Miguel Calmon foi instalada a mais nova unidade maçônica da região.
O significado maior do evento decorre do fato de que a cerimônia teve
lugar no Salão Paroquial local, gentilmente cedido pelo padre Jotaalas,
vigário da Paróquia de São João Batista (nosso patrono), da Diocese de
Irecê, que também servirá de sede provisória para as reuniões da nova
Loja.
A cordial cessão da Cúria Ireceense, sem dúvida, repercute atitude que
além de merecer todo o reconhecimento e a gratidão maçônicos,
representa, inegavelmente, a inauguração, entre nós (região) de novos
tempos nas relações entre a Ordem e a Igreja Cristã, abrindo novas
perspectivas de entendimento e soprando “novos e benfazejos ventos” nas
relações entre as duas instituições. Enfim, é a presença de luzes “no
fundo do túnel”, no sentido do entendimento e da reciprocidade.
E quem garante que não fora exatamente a força da união de ambas (Igreja
e Maçonaria) que fez o brilho do maior êxito do evento, tornar-se
possível!?
Resta-nos, assumir atitudes de retribuição e posturas de plena aceitação
pelo desenrolar das relações de confiança e dos êxitos futuros. Isso
tudo só nos faz - e fará - contentes e felizes, e, certamente, mais
aptos e capazes.
Hugo Oliveira Piauhy
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