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Jantar a dois, traje black-tie... Nossa! Esse “chiquerê” todo tem
um motivo: é a última etapa do jogo proposto por Antenor para provar a
Lúcia que ele merece uma chance. Chegou a hora do tudo ou nada! Para não
perder a oportunidade, Antenor aposta todas as suas fichas nesse jantar
e prepara uma surpresa especial para a mãe de Mateus. Mas que mudança
radical, hein! Será que o Antenor que a gente conhecia já não existe
mais? Será que o todo-poderoso do grupo Cavalcanti está completamente
mudado depois do susto que a saúde lhe deu? Para responder a todas essas
perguntas, pedimos a opinião do grande Tony Ramos. Com exclusividade, o
ator conta pra gente o que se passa com seu personagem. Será que essa
onda de romantismo é mesmo pra valer?
O que fez o Antenor mudar?
Tony Ramos: Alguns fatores que se juntaram. Desde que eu li a sinopse, vi
que se tratava da história de um homem absolutamente seguro do seu
poder, do seu dinheiro. Um homem egocêntrico, que se achava acima do bem
e do mal. Quando ele perde a mulher, vem o primeiro baque. Mas, na
verdade, é o medo da morte que mexe com ele. É quando esse homem
poderoso percebe que na vida não era ele quem ditava as ordens. A partir
do medo, da insegurança, desse alerta, ele redescobre a vida. E mais:
percebe que tem que construir a vida não a partir do que ele quer, mas a
partir de um consenso que a própria vida promove.
Ele vai se regenerar mesmo?
Tony Ramos: Ah, isso não! Ele vai ser sempre um homem pragmático, duro
nos negócios, duro com os empregados. Quem não andar na linha, ele vai
botar na rua, não vai ter refresco. Agora, ele diz em uma cena: “eu
espero continuar assim”, mas só o autor mesmo que sabe como.
Ele vai desistir de ser mulherengo e se tornar um romântico assumido?
Tony Ramos: Ele adota esse romantismo porque, como eu disse, começa a
redescobrir a vida. Ele quer reconstruir a vida dele. Então, ele acha
que é por aí o caminho, mas está ansioso demais, vai atropelando as
pessoas. Ele não fala de amor, ele só fala que quer ter um filho.
Então o pedido de casamento à Lúcia não é por amor?
Tony Ramos: Ele ainda não descobriu esse amor. Tanto que na cena em que
ele diz que quer ela como esposa, ele fala na cara dela que só teve um
grande amor na vida, a Ana Luiza. Então, ele dizer isso pra mulher que
ele quer conquistar, é um fato do pragmatismo do Antenor. Ele não está
assim, tão bonzinho. Tanto que ele diz pra Lúcia que quer que ela se
case com ele, mas não diz: “Eu te amo”.
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