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Jutai Souza Mota, 31, de-sempregado, pai de 3 filhos. Isto
não resume o desespero deste pai de família. Ele comprou por intermédio
de um corretor da Imobiliária Terra Ltda um terreno no valor total de
R$3.000,00 (três mil reais), situado na Rua Vitória da Conquista, no
Loteamento Ampliação Praia de Ipitanga, 2ª Etapa, Qua-dra G, Lote 6,
Praia de Ipi-tanga, Lauro de Freitas, sen-tido Lagoa dos Patos, em 30 de
julho de 2005. Gastou R$1.657,00 (hum mil seis-centos e cinqüenta e sete
reais) com a construção da casa até a mesma ser de-molida de forma
desrespei-tosa pela Prefeitura Munici-pal de Lauro de Freitas.
Jutai, até o dia da demo-lição da casa em 9 de agosto de 2006 já havia
pago ao cor-retor o valor de R$1.535,00 (hum Mil Quinhentos e Trinta e
cinco reais). A demolição das casas foram realizadas sob alegação
inco-erente de que o terreno per-tencia a uma área verde. “Após
derrubarem minha ca-sa a prefeitura verificou que havia demolido as
casas do lote errado”, diz Jutai e completa informando que através de
acordo verbal assessores da prefeita Moe-ma Gramacho o induziram a
alugar uma casa no valor de R$ 200,00 (duzentos reais), com a garantia
de que a prefeitura se responsabiliza-ria a efetuar o pagamento do
aluguel mensalmente até a restituição dos valores per-didos com a
destruição da casa.
“O tempo passou e a pre-feitura até hoje não pagou o aluguel e nem nos
reem-bolsou do prejuízo”, diz Maiza dos Santos Silva, es-posa de Jutai.
Ela explica que a partir da data da demolição o terreno ficou
interditado e eles não puderam ter acesso. Porém com o decorrer dos
meses a população foi levan-do todo o material de constru-ção que estava
no local. “In-vestimos muito em bloco, fer-ro, areia, brita e arenoso.
Não tínhamos nem como levar o material. É triste ver o nosso dinheiro
suado ser levado aos poucos. Seja pela chuva ou pela população”,
completa.
Segundo Maristela Santos de Jesus, presidente da Associação Beneficente
da Lagoa dos Patos, no dia da demolição, os fiscais da prefeitura
chegaram no local com o apoio da Polícia Militar. “Parecia que nós
éramos marginais”, diz a presidente que espera a re-solução deste
problema que atormenta seus vizinhos. "Muitos moradores mesmo sem estar
no terreno conti-nuam pagando as mensa-lidades do terreno.”, diz
Ma-ristela.
Segundo Jutai, o secretá-rio marcou uma reunião no gabinete para o dia 4
de julho a fim de uma possível nego-ciação. “Enquanto não resol-vem
minha situação fico tris-te com o desfecho do meu so-nho da casa
própria”, desa-bafa.
Até o fechamento desta edição, o Secretário de Infra-Estrutura do
município não havia se pronunciado..
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