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Revisão eleitoral em Jacobina
Os eleitores da 46a Zona Eleitoral de Jacobina inscritos ou transferidos
até o dia 1o de março deste ano, estão sendo convocados pelo juiz José
Carlos Rodrigues do Nascimento a comparecer no Cartório Eleitoral do
Fórum Jorge Calmon ou
nos postos de revisão, munidos de um documento pessoal de identificação
e comprovante de residência. O prazo termina
no próximo dia 30 de julho. Segundo o juiz, a prova de domicílio poderá
ser feita mediante a apresentação de conta de luz, água ou telefone,
nota fiscal ou envelope de correspondência, desde que emitidos ou
expedidos no período compreendido entre
12 e 3 meses anteriores ao início do processo revisional.
Impunidade 1
Aos 77 anos, o senador Pedro Simon (PMDB-RS) está desencantado com a
política. Ele afirma em entrevista concedida a revista Isto É, "que todo
o comando do País, Congresso, Executivo e Judiciário, está de mãos
atadas por conta da corrupção". Do alto de seu desencanto, Simon diz não
encontrar mais ninguém que possa servir de exemplo às pessoas. Ele
percebe que as atitudes da maior parte dos parlamentares não se parecem
com as suas e teme que esses comportamentos comecem já a contaminar os
valores do Brasil como um todo. Por isso, esse gaúcho de Caxias do Sul,
casado e pai de quatro filhos, avalia que já não se deve esperar uma
solução para essa crise moral que saia do Parlamento brasileiro ou de
qualquer outro setor da elite política nacional. Pedro Simon prega que
somente a sociedade, de forma organizada, pode cobrar a saída que faça o
País retomar o caminho da ética e da moralidade. Ele quer as pessoas nas
ruas, cobrando de políticos, do governo e do Judiciário um novo
comportamento.
Impunidade 2
Ao ser indagado pela Isto É como o País pode sair dessa crise ética, o
senador Pedro Simon ressalta que "não tem que se fazer nenhuma nova lei,
não é necessário mudar nada. A única coisa que precisa é acabar com a
impunidade. Botar quem comete essas bandalheiras na cadeia. Como
aconteceu na Itália na Operação Mãos Limpas. Investigação que prendeu
ex-primeiros-ministros, mais de 100 parlamentares, empresários. Quer
dizer: fizeram para valer. Aqui no Brasil não se vê qualquer chance de
se fazer isso." Na entrevista, se referindo ao impeachment do
ex-presidente Fernando Collor de Melo, ironiza o senador: "alguém disse
que, perto do que acontece hoje, o Collor deveria ser levado
para um tribunal de pequenas causas". |