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A Prefeitura de Jacobina recebeu, na última terça-feira (15), no
auditório do Fiesta Park Hotel, o apoio de representantes de diversos
segmentos sociais e políticos, ao projeto de implantação de cursos
técnicos profissionalizantes, que deverão ser ofertados pelo Centro
Federal de Educação Tecnológica da Bahia (Cefet-BA). A prefeitura terá
até o dia 7 de julho para enviar a proposta ao Ministério da Educação
(MEC), tendo em vista que o município foi inserido no Plano de Expansão
da Rede Federal de Educação Tecnológica - Fase II, uma iniciativa do
Governo Federal. Os professores do CefetBA, Dan Oliveira Santana e
Epaminondas Silva Macedo estiveram presentes para prestar
esclarecimentos sobre o plano de expansão e o prefeito Rui Macedo
(PSDB), para reiterar a disposição de enviar e concorrer com uma
proposta que está sendo elaborada por um grupo executivo. Fazem parte
desse grupo, formado por funcionários da prefeitura, Edir Lima Borges,
Ademário Dias Barbosa e Jailson Cedraz, entre outros.
Na lista dos 150 municípios brasileiros da chamada pública (Nº 001/07 -
MEC/Setec), publicada no último dia 24 de abril, constam, ainda, as
cidades de Feira de Santana, Paulo Afonso, Ilhéus, Jequié, Irecê, Bom
Jesus da Lapa e Seabra. Uma das exigências do MEC para a instalação dos
cursos é a contrapartida das prefeituras, tornando-se obrigatória a
doação do local onde funcionará a unidade de educação profissional e
tecnológica. Em Jacobina ainda não há uma decisão final a esse respeito,
sendo cogitadas as instalações do Colégio Estadual Professora Felicidade
de Jesus Magalhães (Nazaré) ou da Escola Agrícola (Bananeira). Essa
preferência dependerá do resultado do estudo técnico-operacional, ao
encargo da prefeitura, e da mobilização da sociedade civil em defesa de
um dos modelos: um ensino voltado para o setor de indústria e/ou
serviços ou para o setor do agronegócio. |
O prefeito Rui Macedo prometeu que a discussão será aprofundada numa
reunião pública posterior, mas adiantou que optará pela proposta “mais
viável para a nossa região”. Segundo Macedo, o estudo em torno das
cidades-pólo proponentes às unidades de ensino levou em conta a economia
de cada município. Informou que Jacobina é uma das 40 cidades mais
desenvolvidas do Estado, cuja economia gira em torno do setor de
serviços. A agropecuária, por outro lado, tem sido prejudicada com
algumas crises que, segundo Macedo, contribuiu para a desestruturação do
setor. Durante a reunião, o presidente do Sindicato dos Bancários, José
Gomes Lages também se antecipou e defendeu, com veemência, a proposta de
instalação de cursos agrotécnicos, dividindo, portanto, a opinião dos
presentes. “A agropecuária é uma atividade renovável”, disse Lages. O
representante da Jacobina Mineração e Comércio (JMC), Paulo Vicente,
queixou-se da falta de mão-de-obra qualificada na região, um problema
que, segundo ele, poderá ter uma solução com a instalação dos cursos e a
conseqüente formação de mão-de-obra técnica.
O professor Dan Oliveira Santana disse acreditar na responsabilidade
assumida pelos participantes e pelo proponente, no desenvolvimento da
proposta, destacando que “as possibilidades reais já estão dadas, na
medida em que o Governo Federal, através do MEC, coloca publicamente a
relação dos municípios e, dentre esses, o município de Jacobina. Não
tenho dúvida de que a unidade do Cefet, em Jacobina, a partir desta
reunião, se consolidará”, ressaltou. Para o professor Epaminondas Silva
Macedo, a reunião foi “muito positiva” e o fato de ter ocorrido “num
clima muito bom, com discussões técnicas”, terá repercussões no processo
de concorrência com as outras cidades baianas. “Concretizando os
objetivos e respeitando os trâmites apresentados e que devem ser
cumpridos, tenho a certeza de que o Cefet-Jacobina será um dos
primeiros”, reiterou. Antes de Jacobina, apenas o município de Jequié
entrou em contato com a instituição, para marcar uma audiência pública.
O Cefet funciona há quase cem anos, desde a instalação da antiga Escola
de Aprendizes Artífices da Bahia, passando pela criação da ex-Escola
Técnica Federal da Bahia (ETFBA) e pela fusão desta com o Centro de
Educação Tecnológica da Bahia (Centec), originando o próprio Cefet-BA. O
debate em Jacobina, em vários momentos, fugiu ao assunto principal, mas
terminou com uma avaliação positiva. Deste participaram os secretários
de educação dos municípios de Miguel Calmon, Vilma Batista Barreto; de
Várzea Nova, Adailton Moraes; Caém, Paulo Renato; e de Jacobina, Aída
Miranda, além de representantes de Mairi e Ourolândia. O prefeito de
Várzea do Poço, César Nunes e o presidente da Câmara de Vereadores de
Jacobina, Juliano Cruz declararam apoio formal ao projeto, bem como os
dirigentes da Jacobina Mineração e Comércio (JMC), Associação Comercial
e Industrial de Jacobina (Acija), Sebrae, Direc16, Uneb Campus IV e
demais presentes.
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