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Jacobinenses protestam no 1o de Maio

   >>  O município de Jacobina comemorou o Dia do Trabalho com uma passeata que percorreu o centro da cidade, na última terça-feira (01) pela manhã, ainda em meio aos comentários sobre a demissão de mais de dez funcionários do Hospital Antônio Teixeira Sobrinho. As demissões, no entanto, não foram alvo dos discursos que ocorreram em frente à Igreja Matriz, mas de alguns participantes que não  quiseram se identificar, preocupados com a situação dos trabalhadores que perderam o sustento de suas famílias. A faixa principal da passeata, promovida pela Federação dos Empregados do Comércio dos Estados da Bahia e de Sergipe (Fecombase), com apoio dos sindicatos locais e das paróquias São José Operário e Santo Antônio, destacou o 1º de maio como “Dia de luta em defesa dos direitos do trabalhador”.

 

 Já as instituições religiosas portavam faixas dando ênfase ao movimento de “Defesa da vida e da ecologia”. A Associação dos Professores Licenciados da Bahia (APLB) marcou presença com a faixa “Em defesa da escola pública e da cidadania”, entre outras. Em torno de 200 pessoas participaram do evento, que começou no Alto das Missões e terminou com uma missa na Igreja São José Operário, no bairro da Bananeira. Estiveram representados os sindicatos dos comerciários e bancários de Jacobina, além do Movimento de Mulheres e o dos Pequenos Agricultores. Também marcaram presença os presidentes dos diretórios municipais do Partido dos Trabalhadores (PT) e do Partido Comunista do Brasil (PCdoB).
Na Praça Castro Alves (Matriz), o discurso principal foi o do padre José Heinberg, da Paróquia São José Operário, precedido de algumas poucas palavras do frei Petrônio de Miranda, da Paróquia de Santo Antônio. Na breve fala, frei Petrônio protestou contra a violência policial e o descaso do município para com a preservação ambiental. Após uma oração coletiva, ele e o pároco, além de representantes das entidades trabalhistas plantaram simbolicamente uma árvore no jardim da praça. Houve leitura pública de trechos bíblicos. Logo no início do discurso, padre José afirmou: “nossa ecologia está deteriorada!”, argumentando que a ecologia deve favorecer o trabalhador e não o grande capital. “A ecologia que visa somente o lucro está destruindo a nossa natureza”, disse.
Padre José destacou a “exploração indiscriminada à natureza e a má distribuição de terras”, como fatores que dificultam o acesso a uma vida melhor para o trabalhador brasileiro, e incitou os espectadores a “não mais apoiar o capital da especulação, e sim o da produção”. Ainda, segundo ele, a iniciativa em prol da defesa ambiental deve partir da própria comunidade e não dos governantes. Emanuel Gomes, presidente do diretório municipal do PT, foi convidado pelos organizadores a “vestir a camisa” promocional do evento, simbolizando um compromisso do PT para com os trabalhadores jacobinenses. Por volta das 11 horas, na Igreja São José Operário, cujas dependências estavam lotadas, o pároco celebrou a missa festiva do 1º de maio em homenagem ao padroeiro local, com cantos litúrgicos (e até dramatização), junto a representantes das mais de 20 comunidades pertencentes à paróquia. As comemorações prosseguiram com almoço, show ao vivo com o cantor e compositor Almir Soares e convidados e torneio de futebol no Leader Esporte Clube.