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Mato toma conta de canteiro de obras da Embasa

>>A obra de saneamento básico de Jacobina que já era para ter sido entregue à população se tivesse seguido o primeiro organograma de 2005, encontra-se paralisada desde o período eleitoral do ano passado. A obra seria um marco para a população, já que, segundo as estimativas, cerca de 70% dos moradores seriam beneficiados com esgotamento sanitário e traria melhoras significativas no índice de desenvol-vimento do município se tivesse sido contemplada na sua totalidade.
A realidade vivida pela população, no entanto, é desapontadora, uma vez que o projeto sofreu diversas alterações, tendo os recursos iniciais previstos em 20 milhões reduzidos em mais de dois terços e os serviços que deveriam atingir um percentual elevado de munícipes serem diluídos de forma desproporcional. Na época do início das obras, várias reuniões foram feitas, algumas no sentido de incluir bairros que mesmo sendo parte integrante da rede ficaria de fora, a exemplo do bairro Bananeira.

 


Numa dessas reunião foi constatado que ao concluir a obra a população beneficiada teria um aumento de 80% em suas contas de água, o que levou vários segmentos sociais a protestar sem, contudo, nada poder fazer, uma vez que se trata de uma lei estadual que precisaria de aprovação de dois terços dos deputados da Assembléia Legislativa para revogá-la. Mesmo tendo que arcar com o aumento, a população ainda teve o dissabor de ver a obra interrompida.
Uma visita ao canteiro de obras onde estavam sendo construídas as piscinas de contenção e tratamento do esgoto mostra que o abandono permitiu que o mato tomasse conta do local, deixando os moradores ainda mais desapontados. Segundo o presidente do Partido dos Trabalhadores de Jacobina, Emmanuel Gomes (Dasca), além de paralisar as obras, o governo anterior deixou de pagar a empreiteira que agora negocia o recebimento como atual governo.
Dasca que em setembro denunciara a interrupção da obra, disse que haverá uma mobilização do partido no sentido de que seja retomada não apenas a obra de saneamento, como também outras obras que são prioritárias para Jacobina e região, a exemplo das estradas.
A reportagem entrou em contato com o gerente da Embasa de Jacobina, Augusto César Sousa Oliveira para obter informações sobre o reinício da obra e foi informada que até agora não foi sinalizada nenhuma possibilidade de reiniciá-la imediatamente. Ele disse que diante das cobranças que vem sofrendo já pediu informações ao gerente da Unidade de Negócios em Senhor do Bonfim que lhe disse que estaria indo a Salvador para cobrar uma posição dos superiores.