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Audência Pública sem novidades para condôminos |
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Os moradores dos loteamentos
Morada Nobre, Fonte da Caixa e Fonte do Buraquinho, localizados em Vila
de Abrantes, Camaçari, que foram vendidos, segundo o Ministério Público
de maneira irregular pelo vereador Cleber Alves (PT), continuam sem
solução para as intima-ções de desapropriação feitas por órgãos ligadas
ao meio ambiente (CRA e Ibama) por estarem em áreas de preservação. Isto
ficou comprovado na audiência publica realiza-da no último dia 21 de
abril, quando os represen-tantes dos órgãos públicos foram taxativos ao
afir-mar que os moradores não podem continuar no lugar, mas devem exigir
do cor-retor da imobiliária de Cleber Alves ressarcimen-to do dinheiro
gasto com a compra dos lotes ou aquisição de novos em outros terrenos. A
pior parte aconteceu quando o promotor do Meio Ambi-ente do município,
Lucia-no Pitta, informou que os moradores teriam de con-tratar advogados
para cobrar judicialmente de Alves o estrago causado à vida deles. A
maioria dos moradores avisou que não tem dinheiro, pois já gastou na
compra do terreno e na construção do imóvel. A audiência aconteceu no
Colégio Marquês de Abrantes e estiveram pre-sente cerca de 150
mora-dores dos condomínios, mais os representantes da Coelba, Embasa, da
Área de Proteção Ambiental, do Centro de Recursos Ambi-entais (CRA) e do
Promo-tor do Meio Ambiente do município, que acom-panha o caso, Luciano
Pitta. Segundo os organi-zadores da audiência, foi convidado ainda o
repre-sentante da Seplan, órgão da prefeitura responsável pelo
planejamento urbano e do meio ambiente da cidade, que não compare-ceu. A
audiência ocorreu com certa tensão porque os moradores exigiam uma
punição imediata ao vere-ador petista.Todos questio-naram porque a
prefeitura de Camaçari não inter-rompeu a venda dos lotes, em 2001. Na
época o pre-feito era Hélder Almeida e o secretario de Planeja-mento
Luiz Roberto da Cruz. O CRA, através da coordenadora Carla Fabí-ola,
disse que a continui-dade das obras por parte da comunidade foi
precipi-tada, levando em conside-ração que era do conheci-mento dos
moradores a liminar e o proceso contra a venda e construção nos
loteamentos. Segundo o promotor, há diversos pro-cessos contra Cléber,
inclu-sive na Defesa do Consu-midor. Por ser área de proteção ambiental,
as ruas não têm infra-estru-tura. |