Jacobina

Caps II completa um ano de funcionamento

 

O Centro de Atenção Psicossocial (Caps II) completou um ano de atividade no último dia 14 (terça-feira) com direito a festa. Num evento que contou com as presenças do prefeito Rui Macedo, e vários secretários, usuários e profissionais do centro, familiares e demais convidados ficou marcado pela capacidade de recuperação e socialização das pessoas que utilizam o serviço.

O centro que funciona como referência no tratamento de portadores de distúrbios mentais, oferece tratamento médico e terapêutico para os pacientes, tendo atendido centenas de pessoas. Médicos, psiquiatras, enfermeiros e educadores formam a equipe do CAPS II que, segundo o seu diretor Cledson Sady, atende atualmente a uma clientela de mais de 700 pacientes.

O trabalho desenvolvido pelo centro até agora tem mudado a realidade de muitos pacientes que tinham que se deslocar até Salvador ou outra cidade para conseguir tratamento, causando, assim, dor e sofrimento a muitas mães. Uma dessas mães é Marilda Conceição Antunes que fez uso da palavra e disse que muitas vezes sofreu com o filho que tinha que ir para Salvador, onde era tratado de forma desumana e agora tem um tratamento digno.

Outros depoimentos também foram feitos, todos enaltecendo o trabalho dos profissionais que ali trabalham para melhorar a qualidade de vida de centenas de pessoas que antes eram excluídas da sociedade. Segundo Sady, o trabalho desenvolvido atualmente atende usuários do município e região, alguns em serviços ambulatoriais e outros em atendimentos diários, sendo oferecidas cinco refeições por dia, atendimento com psiquiatra, enfermagem, assistência social, psicologia, terapia ocupacional, além de fornecimento de medicamentos gratuitos para os usuários.

Os usuários também participam de atividades variadas como oficinas, participações em festividades tradicionais como carnaval, festas juninas e datas comemorativas. Ele disse à reportagem do Primeira Página que a prefeitura bancou o programa praticamente só durante quase um ano e só a partir de agora começará a receber dos órgãos federais os subsídios para continuar realizando o trabalho. Ele disse que o prefeito Rui Macedo teve a coragem de ousar e o resultado está aí.

O trabalho desenvolvido no CAPS II de Jacobina é considerado referência no estado pela Coordenação Estadual de Saúde Mental. Isso acontece, segundo Sady, porque há um envolvimento de todos para que os pacientes sejam inclusos socialmente. “Aqui você tem atendimento todos os dias, consulta à psiquiatria, psicologia, terapia ocupacional e enfermagem. As oficinas ensinam a fazer artesanato, agricultura, educação, dança e música. Mas, especial-mente, tratamos aqui da inclusão social, porque o paciente volta para casa, volta para o seio da sociedade todos os dias, não fica afastado e não perde a sua identidade”, ressaltou.

Para Sady, o CAPS surgiu como uma proposta da reforma psiquiátrica, que nos últimos anos vem banindo o tratamento asilar. Agora, segundo ele, a psiquiatria trabalha com o intuito de promover a inclusão social dos pacientes. Como parte dessa socialização, os pacientes são convidados a conhecer novos espaços, onde podem interagir com os mais variados meios. Os pacientes visitaram esta semana uma emissora de rádio e as dependências do jornal Primeira Página, onde puderam ver o processo de produção do jornal.

Sady fala com otimismo do novo centro que está chegando a Jacobina que é o CAPS AD, com a finalidade de atender pacientes com dependência de álcool e drogas que hoje é um problema que aflige todo o país. Ele disse que para se ter uma idéia da gravidade do problema em Jacobina, já existem usuários de crack, uma das drogas que mais causa dependência e a mais difícil de obter recuperação. Ele disse que os pacientes que são submetidos ao tratamento, não precisam temer porque o objetivo é sua recuperação e que qualquer cidadão que tenha necessidade do serviço e essa necessidade seja atestada pelo corpo clínico, pode buscar o tratamento que é gratuito em todas as variantes. 

O prefeito Rui Macedo disse na oportunidade que muitas vezes a administração é criticada por conta dos buracos na rua, mas quando ele vê as pessoas felizes com o tratamento médico de qualidade. Ele sente que a opção pela saúde foi acertada. Ele lembrou que antes dessa administração era mais fácil conseguir uma internação hospitalar, do que uma consulta médica num posto de saúde e hoje a realidade é outra: se prioriza a prevenção e a humanização do tratamento, por isso o povo comemora. Ele disse que espera que o CAPS complete dois, três, dez anos com a mesma qualidade.


 

<<<VOLTAR