Novelas

 

Amor e ódio se misturam no enredo de “Paixões Proibidas”

 

 

A novela “Paixões Proibidas estréia a próxima terça-feira, dia 14 e é fruto de uma iniciativa inédita co-produzida pela Bandeirantes e RTP - Rádio e Televisão Portuguesa. Escrita pelo dramaturgo Aimar Labaki, o folhetim é livremente inspirado na obra de Camilo Castelo Branco (1825-1890), um dos maiores nomes da literatura portuguesa, sendo que três de seus mais importantes livros foram usados na obra:  “Amor de Perdição”, “Mistérios de Lisboa” e “O Livro Negro do Padre Dinis”.

“Paixões Proibidas” terá  160 capítulos e fará uma viagem no tempo para desembarcar em 1805, mostrando a vida em quatro localidades diferentes: Lisboa, Coimbra, Rio de Janeiro e Vila de Resende. Os vigorosos personagens de Camilo receberam uma releitura e um novo ambiente tropical, diferente do original. A trama é repleta de histórias de tirar o fôlego, entre elas o amor proibido de Simão e Teresa, interpretados por Miguel Thiré e Anna Sophia Folch, as paixões de perdição de Alberto de Miranda, vivido por Felipe Camargo, e a vida misteriosa do Padre Dinis, representado por Virgílio Castelo. 

Além do elenco brasileiro, nove importantes atores portugueses atuam na novela e fixaram residência no Rio de Janeiro, onde são realizadas as gravações em estúdio e na cidade cenográfica construída em Jacarepaguá. Em setembro também foram feitas várias cenas em Lisboa, Coimbra e Montemor-o-Velho, em Portugal, onde elenco, direção e demais profissionais da novela gravaram por 15 dias. A direção geral é de Ignácio Coqueiro.

Simão e Teresa, filhos de famílias divididas por ódios que atravessam os anos, se apaixonam perdidamente. Mas é uma paixão proibida, que não tem a bênção dos pais e dos irmãos, nem o apoio da sociedade. É entre os rebeldes, os escravos e os marginalizados que Teresa e Simão vão encontrar apoio para lutar por esse amor, vivendo tragédias e aventuras.

Padre Dinis, um homem misterioso que tem mais três identidades - um fidalgo, um vingador encapuzado e um duque francês - devota a vida a ajudar jovens amantes e injustiçados. Tenta assim purgar a culpa por erros de um passado que ele mantém em segredo. Luta também contra o amor que sente por Antônia Valente (Suzy Rêgo), mulher que vive em busca da filha, roubada ainda criança há mais de 20 anos.

Alberto de Miranda  é um ex-corsário que fez riqueza com a pirataria, mas que agora sonha com uma nova vida, como um respeitado empresário. Em Portugal, se envolve com Elisa de Mandeville (São José Correa), a Duquesa de Ponthieu, e ao chegar ao Brasil, tenta se regenerar por amor à Eugênia Valente (Maria Carolina Ribeiro). No entanto, seus segredos serão ameaçados pela duquesa, que quer vingança por ter sido trocada.

Todos vivem paixões proibidas e não imaginam que seus destinos estão prestes a se cruzar.

Enquanto isso, o exército de Napoleão segue conquistando as nações européias. Na Universidade de Coimbra, uma das mais respeitadas da Europa, os estudantes têm opiniões divididas. Alguns vêem o líder francês como uma possibilidade de mudanças sociais e políticas, outros acham que a parceria com os ingleses é a única saída para preservar a soberania portuguesa. Entre os estudantes, destaca-se o brasileiro Simão de Azevedo, jovem idealista e romântico que se dedica com igual devoção à política e às mulheres. Suas convicções políticas o levam a ser expulso da Faculdade e voltar ao Brasil, onde terá de enfrentar o severo pai. Leva consigo o melhor amigo, o português Mateus Correia (Pedro Lamares).

A Vila de Resende em 1805 vive o início do ciclo do café. No lugar, Domingos de Azevedo (Flávio Galvão), pai de Simão e Manuel, é juiz e impõe a lei na cidade de forma rígida e ética. Homem conhecido pela seriedade, Domingos também é pai de Ana de Azevedo (Bruna Brignol), sua única filha e aliada de Simão. Ana passa pela transição da adolescência para a vida adulta e está pronta para viver uma história de amor que será proibida pela família. 

Na casa do juiz, também vive Rita de Azevedo (Ana Bustorff), sua esposa e mãe de seus filhos. Filha de um aristocrata português, ela vive no Brasil como se estivesse na corte portuguesa, ridicularizando a falta de traquejo social dos locais, mas jogando-se ao ridículo por manter hábitos da corte.

Em Resende, também vive o fazendeiro Tadeu Dias (Antônio Grassi), um inescrupuloso comerciante que enriqueceu com o tráfico ilegal; ele já matou alguns inimigos e se considera dono da vila, comportando-se como um verdadeiro senhor feudal. Viúvo, tem dois filhos: Joaquim (Erom Cordeiro) e Teresa (Anna Sophia Folch). 

O ódio entre Domingos de Azevedo e Tadeu Dias tem motivos antigos e recentes, sentimentais e políticos. A história é conhecida como lenda, mas ninguém sabe os detalhes. O que se escuta é que tudo começou no Rio de Janeiro, com uma disputa amorosa pela mão da filha de um rico comerciante português. O caso teria terminado de maneira trágica, com a jovem enlouquecendo e sendo internada num manicômio. A única pessoa, além dos dois inimigos, que parece conhecer essa história é a misteriosa Maria Louca da Vila de Resende, na verdade a portuguesa Júlia Queirós (Natália Luiza), vive como eremita numa casa abandonada e sobrevive graças às esmolas de almas caridosas do lugar.

O verdadeiro enredo de “Paixões Proibidas” começa quando Simão chega à Vila Resende e conhece Teresa.

  

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