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Municípios |
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Queda do FPM prejudica municípios |
Mais uma vez os municípios foram penalizados, com a
queda do FPM que ocorreu no mês de outubro. A decisão unilateral da Receita
Federal sobre como distribuir as restituições do Imposto de Renda de Pessoas
Físicas dentro do ano, demonstra no mínimo uma falta de preocupação com a
situação financeira dos demais entes da federação
Os meses de junho e julho têm sido os meses onde os repasses de FPM são os mais
baixos do ano, em função de que os maiores lotes da restituição do Imposto de
Renda Retido na Fonte de Pessoas Físicas (IRRF-PF) eram pagos nesses meses,
concentrando quase 60% das restituições do imposto nesse período. Esse
procedimento provocava uma queda de 30% no volume de recursos transferidos em
junho em relação a maio, iniciando-se em julho uma lenta recuperação, de forma
que apenas em novembro os repasses retornavam aos níveis de maio. Os prefeitos
sempre tiveram uma postura crítica a esse modelo de ressarcimento do IRRF-PF
defendendo uma distribuição mais proporcional das restituições entre os 7 lotes
previstos anualmente, de forma a não comprometer o fluxo de caixa dos
municípios.
A Receita Federal reduziu os lotes de restituição de junho e julho deste ano,
sinalizando que as solicitações municipalistas tinham sido atendidas.
Entretanto, nas previsões para os repasses do mês de setembro informou que
haveria uma queda de 18% em relação ao mês de agosto, sendo a principal parcela
afetada. Por problemas operacionais, a Receita Federal não conseguiu executar o
volume de restituições previsto para setembro, fechando o mês de setembro com
uma queda de 7% em relação a agosto. Assim, a grande queda está ocorrendo agora
no mês de outubro. A queda inicial prevista para o mês, de 3% em relação a
setembro, está se ampliando, sendo que a segunda parcela, creditada hoje, dia
20, ficou 31% abaixo da previsão inicial do Tesouro Nacional.
A UPB pleiteia junto ao Governo Federal uma maior participação dos Municípios na
definição do fluxo financeiro dos recursos partilhados, de forma que surpresas
desagradáveis como a de hoje não se repitam.