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Cooperativas de catadores de papel terão crédito do BNDES

 

Os catadores de materiais recicláveis terão uma linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para projetos de cooperativas de catadores de materiais recicláveis. Os recursos a serem disponibilizados pelo BNDES virão do fundo social que o banco forma com parte de seu lucro.

O crédito sai do fundo que o banco forma com parte de seu lucro, não são recursos reembolsáveis. Na prática, as cooperativas de catadores de lixo não vão precisar pagar ao banco o financiamento referente a esses recursos.

A nova linha de crédito do BNDES vai financiar obras e reformas de infra-estrutura física, de assistência técnica e capacitação de cooperadores em todo o país.

Para serem apoiadas pelo banco as cooperativas de catadores de materiais recicláveis precisarão atender critérios de elegibilidade, tais como estar em atividade legalizada há pelo menos seis meses e não ter risco sanitário.

Numa primeira etapa, os projetos de financiamento às cooperativas poderão ser encaminhados para análise do banco até o dia 20 de dezembro deste ano. Não há limite orçamentário definido para a nova linha.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos 5.564 municípios brasileiros, 65% possuem lixões. O sistema de coleta seletiva de resíduos já existe em 327 cidades, sendo que, destas, 43,5% desenvolvem programas em parceria com cooperativas. Dados do governo apontam que, no Brasil, há cerca de um milhão de catadores de papel. De acordo com o Movimento Nacional dos Catadores de Materiais Recicláveis, são 35 mil cooperados e 300 cooperativas.

O Brasil está entre os dez países com maior taxa de reciclagem de papel do mundo, com quase 3,5 milhões de toneladas recuperadas a cada ano. O país também processa 360 mil toneladas de plástico anualmente e é líder mundial na reciclagem de latas de alumínio. A cada ano, chegam a ser processadas 120 mil toneladas, o equivalente a nove bilhões de latas.

 

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