Jacobina

Comissão visita HATS e avalia intervenção

 

Uma comissão formada por membros do Conselho de Desenvolvimento Social e Econômico de Jacobina e da Imprensa esteve visitando as dependências do Hospital Antonio Teixeira Sobrinho, na última segunda-feira, dia 16. O objetivo da visita era fazer uma avaliação do funcionamento da instituição após a prefeitura ter assumido o controle e serviu para que a equipe tivesse uma noção de como se encontra o hospital.

Os visitantes foram levados a todas as dependências da instituição e puderam constatar que apesar do esforço e dos avanços que ocorreram nos 15 dias que antecederam a visita, ainda há muita coisa para se fazer. Uma delas é a pintura interna e externa do prédio que se encontra em estado precário, com a tinta soltando, o reboco caindo e algumas áreas mofadas. Foi constatado que muita coisa já foi organizada e outras que se encontravam totalmente sem condição de uso passaram a funcionar.

Um fato que foi percebido pela comissão foi a proximidade da cozinha do hospital com a lavanderia e a precariedade das instalações sanitárias do hospital, conforme foi constatado pela presidente do Sindicato dos Servidores Públicos, Djanira Mendes Passos. Isaac Nery que também fazia parte da comitiva observou que várias mudanças se faziam necessárias para a devida adequação aos padrões normais de funcionamento. O prefeito Rui Macedo que ajudou conduzir a visita, fez questão de ressaltar que tudo ali será assim, feito com transparência e com a devida prestação de contas à comunidade.

Ele conduziu a equipe até a clínica de nefrologia onde dez pacientes estavam sendo submetidos a sessões de diálise e a equipe indagou ao diretor da clínica, Flávio Menezes, se tudo estava transcorrendo bem e ele afirmou que desde a mobilização feita há três meses nunca faltou mais nada e que os pacientes têm feito o tratamento normalmente. Ele disse também que a demanda poderia ser maior se fosse utilizada a estrutura do primeiro andar. A equipe conheceu o espaço e concluiu que há condições de ampliar os serviços.

A reportagem do Primeira Página constatou que a limpeza e a reparação de alguns defeitos nas instalações elétricas e hidráulicas já se processaram e ao entrevistar alguns funcionários, esses demonstraram um contentamento que nunca esboçaram noutras ocasiões. Segundo o administrador da instituição, ainda falta muita coisa para que tudo volte ao normal, mas é inegável que houve uma grande mudança desde que a prefeitura assumiu o comando.

Outra constatação feita pela reportagem foi a de que em todos os setores há pessoas internadas e o hospital que não estava internando por falta de médicos plantonistas, tinha naquele dia, 28 pacientes internados e, segundo um funcionário, esse número vem oscilando para mais ou para menos. Ele lembrou que o HATS está atendendo a toda região e em breve estará oferecendo outros serviços mais complexos.

A visita do grupo coincidiu com a presença de uma técnica da Secretaria de Saúde do Estado que fazia uma avaliação das necessidades do hospital a fim de indicar formas de solucionar alguns problemas mais urgentes. Segundo o prefeito Rui Macedo, a solução dos problemas financeiros passa pela colaboração de todos os setores ativos da sociedade. Ele afirmou que já está conversando com empresários e articulando meios de arrecadar recursos. Um deles seria a realização de um show beneficente.

A reportagem foi informada que ontem foi efetuado o pagamento dos funcionários que ficaram bastante emocionados, pois já fazia muito tempo que não recebiam salários. Os administradores esperam que com isso a auto-estima desses funcionários seja levantada e que resulte numa prestação de serviço eficiente. O prefeito, que após a visita da comissão se reuniu com o Conselho Administrativo do hospital para fazer uma avaliação da situação, se mostrou muito otimista com os novos rumos da instituição.

Ele observou que uma das dificuldades que o HATS está enfrentando é que alguns médicos não entenderam ainda a importância desse momento para a população mais pobre e não comparecem no hospital pela manhã, deixando para fazer somente após atenderem em seus consultórios particulares. Pelo que a reportagem pode constatar ao longo da crise e agonia da instituição, hoje as coisas caminham num sentido favorável para quem precisa de serviços médicos de urgência e emergência. Parece que esse caminho não tem volta.



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