Jacobina

Jacobinense conclui resultado de pesquisa em universidade dos EUA

 

Há um período de um ano, o estudante da Harvard Extension School, João da Silva, natural de Jacobina, Bahia, Brasil, vem desenvolvendo a pesquisa com o tema: “Imigrantes brasileiros enfrentando desafios alimentares nos Estados Unidos, da América. A pesquisa foi realizada com 97 pessoas, entre estes, 48 homens e 49 mulheres, todos imigrantes brasileiros, entre as idades de 18 a 45 anos de idade, que não fosse portador de nenhuma doença. “Para mim, era importante que o meu entrevistado não possuísse nenhum tipo de doença, porque este fato poderia influenciar no resultado da alimentação destes, e também no resultado da minha pesquisa”, conta João.

Outro critério também utilizado por João, para a realização da sua pesquisa, foi que os seus entrevistados teriam que ser imigrantes ilegais. Porque supõe-se, de acordo com João, que estes, em sua maioria, não possuem plano de saúde.

O motivo que levou o estudante a desenvolver uma pesquisa científica com o tema alimentação, foi o fato dele ter percebido a importância de alertar a população brasileira do risco que uma má alimentação pode trazer para a saúde, para a vida de todo e qualquer indivíduo. “Gostaria de saber exatamente qual o sexo e faixa etária que é mais afetada com a mudança da alimentação entre o Brasil e os Estados Unidos, e também quais são os motivos”, explica ele.

O questionário da pesquisa possuía em torno de 12 perguntas, como por exemplo,: “Qual o seu peso corporal?; Data e época de quando você vivia no Brasil?; Qual o seu peso atual?; Você tem comido mais do que o usual?; Você parou de malhar ou praticar algum esporte?; Você mudou a qualidade dos seus hábitos alimentares, qual foi essa mudança?; Depois que você veio para os Estados Unidos, você sofreu alguma alteração no seu estado emocional? Se sim qual foi essa mudança?”.

Já analisando o resultado da sua pesquisa, João observou que em relação a mudança de peso, 80.4% da população apresentou ganho de peso, enquanto 13.4% apresentou uma perda de peso, e 6.2% manteve o mesmo peso. Dentre estes, a mulher apresentou um ganho de peso corporal maior do que o homem, ou seja, a mulher ganhou mais peso do que o homem. O peso das mulheres aumentou em média de 17%, enquanto o dos homens foi para 12%. “Isto se deve ao fato de que o homem realiza trabalhos que exigem maiores esforços físicos, como trabalhos de construção, landscape, e outros”, enfatiza o estudante.

No que diz respeito a Faixa Etária mais afetada, ele concluiu que as pessoas acima de 35 anos apresentaram menor ganho de peso, com um percentual de apenas 13%. Enquanto as de 18 à 24 anos, apresentaram ganho de peso de quase 16%. “Eu percebi que 52% das pessoas jovens usam o serviço de restaurantes de comidas rápidas (fast food) mais frequentemente do que quando eles moravam no Brasil. Entre estes, 72% pararam de fazer exercício físico. Enquanto para os adultos acima de 35 anos, estas taxas são de 43% e 63% respectivamente”, observa João.

No ítem que menciona se o entrevistado tem comido mais do que o habitual, João destacou que 41% das pessoas de forma geral, afirmaram que têm comido mais do que o habitual, e 59% dos entrevistados afirmaram que têm comido a mesma média, não mais do que o habitual. Já em relação a qualidade da alimentação, ele constatou que 70% dos entrevistados afirmaram que houve mu-dança na qualidade da alimentação. Destes, 40% passaram a comer mais fast food. 34% afirmou que passou a comer comidas com excesso de açúcar, e 25% com excesso de gordura. “O grande problema destas mudanças, é que toda mudança aconteceu para pior. Um dos fatores percebidos é que grande parte dos imigrantes não comem vegetais. Houve por estes uma drástica redução na consumação de vegetais. A minha grande preocupação quando observei o resultado da minha pesquisa, é que o ganho de peso leva invariavelmente o indivíduo a sofrer doenças crônicas degenerativas, o que pode levar até a morte”, salienta João.

“A qualidade da dieta, associada ao fumo e a inatividade física desenvolve um papel importante no desenvolvimento de doenças do coração. As pessoas que têm boa qualidade de alimentação e não fazem exercício físico, são sérios candidatos a sofrerem doenças cardíacas. Por isso, as minhas recomendações seria que as pessoas reservem pelo menos uma hora do seu dia para realizar uma atividade física, como por exemplo uma caminhada; também reduzir na sua alimentação diária as frituras e as conservas, preferindo primariamente alimentos cozidos ou vegetais crus. Não podemos esquecer de beber sucos naturais e água ao longo do dia”, conclui João da Silva. (Fonte: Brazilian Times)


 

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