| Jacobina |
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Greves prejudicam o comércio |
O comércio já sente os efeitos da greve dos bancários e dos serventuários da Justiça. As paralisações estão afetando as vendas, principalmente, aquelas consumadas através de cartão de crédito. Por outro lado, a paralisação dos serventuários da Justiça tem provocado sérios transtornos para os empresários.
Segundo os comerciantes, é grande a necessidade de verificação e legitimação de documentos e transações comercias que diariamente estão impedidas de serem realizadas. A greve dos bancários, embora atingindo apenas os bancos oficiais, trouxe transtornos em muitas operações através de cartões de crédito e débito que estão deixando de ser efetivadas.
Em entrevista ao jornal Primeira Página, o presidente da Acija (Associação Comercial e Industrial de Jacobina), Álvaro de Assis Filho disse que a greve é um direito de todos, mas os consumidores e clientes também têm seus direitos, desde quando não atrapalhe os serviços essenciais. "Reconhecemos as reivindicações, mas, tem que ser visto pelos grevistas, o quanto a sociedade sofre com essa atitude, principal-mente a classe empresarial, a que mais sai arranhada com a paralisação", ressaltou.
Ele disse que a paralisação sem perspectiva de um desfecho imediato, começa a preocupar o comércio em geral, já que as vendas estão sendo afetadas e há dificuldades para os correntistas e consumidores realizarem suas transações financeiras adequada-mente, "conseqüentemente, isso dificulta a aquisição de produtos e não movimenta a atividade comercial", argumentou.
O presidente da Acija se diz preocupado com as vendas programadas para o Dia da Criança, comemorado na última quinta-feira. "A nossa expectativa é que a paralisação não tenha atrapalhado as compras programadas para o Dia da Criança. Caso a greve se estenda por mais dias, para a população os prejuízos trazidos pela greve vão desde a dificuldade de pagar as contas até a impossibilidade de receber atendimento em boa parte dos serviços", ressaltou Filho acrescentando que o correntista é sem dúvida o maior contribuinte dos salários e dos lucros dos bancos.
"Outro problema grave que enfrentamos é por conta da greve dos serventuários da Justiça e, principalmente, do horário de funcionamento até as 13 horas. Várias outras autarquias públicas pregam meio turno de expediente, cada um com a sua conveniência, trazendo um grande transtorno e prejuízo não só para o comércio, como para toda a população e pessoas da nossa microrregião que se deslocam para Jacobina a fim de tratarem de diversos assuntos, em vários desses órgãos, e quando se deparam com a hora por conta do transporte (lotações) que retornam às suas cidades de origem ainda no turno matutino, às vezes já encontram esses órgãos fechados, tendo com isso de retornar e amargar mais uma viagem; mais custos para um pobre sofredor", lamentou o presidente da Acija.