Municípios

PT amplia base também nas majoritárias

 

O desempenho dos candidatos do PT – ou informalmente apoiados pela coligação que o partido lidera – nas eleições majoritárias na Bahia não deixou margem para dúvidas quanto à mudança de rumos no Estado.

A eleição de Jaques Wagner (PT), e logo no primeiro turno, foi a maior das surpresas eleitorais, mas a conquista da terceira cadeira baiana no Senado para João Durval (PDT) era fácil de prever. Além do apoio do presidente Lula, cuja popularidade na Bahia não tem concorrente à altura, João Durval contou com o lastro de votos de João Henrique, seu filho e prefeito de Salvador.

Em Lauro de Freitas e Camaçari, entretanto, Jaques Wagner já tinha uma base eleitoral de bom peso. Nas eleições de 2002, que Paulo Souto (PFL) ganhou em primeiro turno, Wagner chegou na frente, com 32,6% em Camaçari e 35% em Lauro de Freitas – contra 25,6% e 30,3%, respectivamente, de Paulo Souto.

Este ano, enquanto a Bahia como um todo dava quase 53% a Wagner, Lauro de Freitas subia a aposta para 57% e Camaçari para 58%.

Para o Senado, João Durval ficou com os votos que em 2002 foram para Antonio Carlos Magalhães – 35% em Lauro de Freitas e quase 29% em Camaçari – e muitos mais. O pai de João Henrique, que obteve 47% dos votos válidos em todo o Estado contra 34,4% de Rodolfo Tourinho (PFL), ficou quase pelo mesmo em Lauro de Freitas, com 49%, mas cravou 62% em Camaçari.

Tamanha mudança na preferência do eleitorado pode ter ficado a dever principalmente a Luiz Inácio Lula da Silva. Na disputa presidencial os dois municípios confirmaram a antiga preferência por Lula. Dono de mais de 66% dos votos válidos na Bahia, o presidente chegou a 71,5% em Lauro de Freitas e a 72,5% em Camaçari. Na eleição de 2002 o candidato do PT contentou-se com 50% e 42%, respectivamente.


 

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